O Hospital Universitário (HU) de Londrina abriu sindicância para apurar a morte do ex-andarilho Ademir Pontes, 43 anos, que morreu no sábado durante
uma cirurgia no abdômen. O Ministério Público está investigando o caso que aponta indícios de negligência por parte do Hospital da Zona Norte (HZN), onde o paciente recebeu os primeiros atendimentos.
Pontes morava na Casa do Bom Samaritano, tinha deficiência mental e foi hospitalizado no dia 2 com fortes dores na barriga. Liberado pelo HZN no mesmo dia, Pontes continuou com dores e voltou novamente ao hospital onde foi diagnosticado que seu estado era grave e havia necessidade de cirurgia urgente. Ele permaneceu cinco dias aguardando uma vaga pela Central de Leitos.
Segundo o diretor clínico do HU, Silvio Villari Filho, Pontes teve perfuração
no intestino seguida de peritonite, que é a contaminação por fezes em toda a cavidade abdominal. ‘‘Ainda não sabemos exatamente o que causou a perfuração, mas em 30 dias a comissão de sindicância vai apurar tudo que envolve o caso desse paciente. Se ele recebeu atendimento inadequado no HU, vamos punir os responsáveis’’, afirmou Villari.
No atestado de óbito consta que a causa da morte foi choque séptico, perfuração intestinal e peritonite. A cirurgia de Pontes durou cerca de quatro horas. Ele teve duas paradas cardíacas durante o procedimento médico.
O promotor Paulo Vieria Tavares, da Promotoria Especial de Defesa da Saúde Pública, afirmou que vai apurar se houve negligência, imperícia ou falha do HU, HZN ou da Central de Leitos, que também é acusada de demorar para conseguir a vaga para a cirurgia de Pontes.

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