Hospital transfere pacientes e pede fim da escala de plantões
Hospital transfere pacientes e
pede fim da escala de plantões
Para diretor do HZS, prontos-socorros permanentes no Evangélico e na Santa Casa desafogariam atendimento
Lúcio Horta
Os três doentes que estavam em estado mais grave no Hospital da Zona Sul (HZS) de Londrina finalmente foram encaminhados para outros hospitais ou então receberam atenção de médicos especialistas.
O bebê Igor dos Santos Jardim, de um mês de idade, foi transferido para a UTI do Hospital Infantil. No último sábado de manhã, com problemas bronqueolite, broncopneumonia e esofagite, além de dificuldade de respiração, Igor foi levado pelo Transporte Emergencial Centralizado (TEC) para o HZS, que não dispõe de UTI e muito menos condições de atender pacientes em estado mais grave. A direção do hospital, no entanto, não havia conseguido até anteontem de manhã vaga em outros hospitais para receber o garoto.
A mesma situação vivia Celso Tibúrcio dos Santos, que sofreu fratura exposta na tíbia e precisava passar por cirurgia. Também na segunda, ele foi transferido para o Hospital Ortopédico, onde vai receber tratamento adequado. Ele temia perder a perna caso não fosse levado logo para um hospital terciário.
Já Edson Honório, com traumatismo craniano, foi reavaliado por um neurologista no próprio Hospital da Zona Sul e liberado. Ele será observado em casa e, caso haja necessidade, irá também para um hospital terciário.
As transferências não resolveram os problemas do HZS. O diretor clínico do hospital, Sidney Girotto, diz que a situação anteontem foi um sufoco. Ele conta: Às 17 horas nós tinhamos 26 pacientes na pediatria e mais 12 para passar pela triagem. E tudo isso para um pediatra só. Na clínica havia outros 16 pacientes.
O diretor diz também que, em reunião com o Conselho Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar), que administra o HZS, decidiu-se pela contratação de mais dois médicos. As contratações, ele acredita, poderão diminuir a grande demanda. Mas essa ainda não é a solução.
Girotto quer o fim do rodízio nos plantões dos prontos-socorros entre o Hospital Evangélico (HE) e a Santa Casa. Na opinião do diretor, isso certamente iria desafogar não só o Hospital da Zona Sul, como também o Hospital da Zona Norte (HZN) e o Hospital Universitário (HU), que são públicos e têm plantão permanente. Seria uma solução. Mas não sei se a Santa Casa e o HE têm estrutura para isso.





