Hospital tenta driblar a falta de funcionários
Érika Pelegrino
De Londrina
O Hospital da Zona Sul (HZS) de Londrina, que enfrenta problemas de falta de pessoal, está desde o dia 1º de julho sem dois funcionários: um auxiliar de enfermagem e um auxiliar de laboratório. Os dois foram exonerados em função da legislação que proíbe o duplo vínculo empregatício do profissional da saúde pública.
Infelizmente, para nós, estes profissionais optaram por trabalhar apenas no HU, o outro hospital com o qual também mantinham vínculo empregatício, afirma a diretora-geral do Hospital da Zona Sul, Akiko Nagao. Segundo ela, foi realizada na semana passada uma reunião com um representante do governo do Estado, do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar), que administra o Hospital da Zona Sul e o da Zona Norte, e com um da 17ª Regional de Saúde para providenciar a substituição destes profissionais.
Para evitar prejuízos à continuidade dos atendimentos, de acordo com Akiko Nagao, o problema está sendo contornado através de pagamento de horas extras para que outros funcionários preencham as lacunas. A diretora-geral afirma que por enquanto o atendimento de pacientes não está sendo afetado porque as portarias - que trazem os nomes dos funcionários e suas opções de local de trabalho - estão sendo baixadas gradativamente.
Temos mais um técnico de raio X e dois técnicos de laboratório que já optaram pelo HU, mas as portarias ainda não foram baixadas, afirma. Se todos saíssem de uma vez teríamos que fechar as portas, mas como estão saindo aos poucos estamos contornando o problema, explica Akiko Nagao.
Segundo a diretora-executiva do Cismepar, Vânia Brum, o consórcio já está providenciando a contratação dos profissionais que irão substituir os que já foram exonerados. Fomos informados de que as próximas exonerações só devem acontecer daqui a 60 dias. Quando ocorrerem iremos avaliar a situação junto com o governo do Estado novamente para ver que providência tomar, explica Vânia Brum.
O presidente do Conselho de Saúde da Região Sul (Consul), Nelson Cardoso, afirma que o problema é grave e que já tinha sido previsto há dois meses. Queremos que as soluções sejam tomadas antes que aconteçam as exonerações, para que não fiquem postos descobertos, afirma.
Em reunião realizada na semana passada, a comissão do Consul que acompanha a rotina do Hospital da Zona Sul e a diretoria do Consul definiram uma comissão para ir a Curitiba. Vamos conversar na Secretaria do Estado da Saúde para pedir que as soluções sejam tomadas de imediato, afirma.





