Hospital Regional reativará 120 leitos
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quarta-feira, 30 de setembro de 1998
Paulo Pegoraro 
O Hospital Regional de Cascavel (HRC) prepara a reativação de 120 leitos que estão desativados por falta de pessoal na área de enfermagem. A reativação será gradativa, podendo ser completada até o final do ano. As contratações serão feitas em parceria do governo do Estado, Município e entidades vinculadas ao hospital, que é mantido pelo Estado. Atualmente, o HRC oferece 150 leitos, sempre ocupados.
O anúncio da reativação foi feito ontem pela diretora geral do HRC, Lilimar Mori, o secretário municipal de Saúde, Lísias Tomé, a diretora da 10ª Regional de Saúde, Arlene Muzzolon, e o presidente da Associação Médica de Cascavel, Carlos Puppi Mori. No dia anterior, houve um encontro do prefeito Salazar Barreiros (PPB) com o governador Jaime Lerner (PFL), que visitava a cidade, quando a situação do HRC foi discutida.
A falta de pessoal tem sido problema crônico no estabelecimento, que recebe pacientes de todo o Oeste e Sudoeste do Estado. Além da ocupação permanente dos leitos disponíveis, são oferecidas diariamente 250 consultas em acréscimo à finalidade original do HRC que é de pronto-socorro. Temos aqui estrutura e equipamentos adequados, mas a falta de pessoal tem comprometido muito sua plena ocupação, destacou a diretora Lilimar Mori.
Os médicos do HRC atuam através de plantões, não havendo carência, e o quadro de pessoal no setor de enfermagem é de 185 pessoas. Para que os 120 leitos possam ser reativados, terão que ser contratadas 18 enfermeiras e 140 auxiliares, o que ocorrerá através de convênios. Segundo o secretário Lísias Tomé, a forma legal de operacionalizar os convênios será definida imediatamente. Uma das possibilidades é a contratação por tempo determinado, quando não for realizado concurso público.
Lilimar Mori, no entanto, observa que a reabertura dos 120 leitos também exigirá maior volume de medicamentos, roupas de cama e alimentação para os pacientes. O custo mensal de manutenção do HRC é de R$ 700 mil, dos quais o estabelecimento gera em média R$ 200 mil como receita. O restante é coberto pelo Estado. No início de 99, o HRC deverá ser transformado em hospital universitário para atender o curso de medicina da Universidade Estadual do Oeste do Paraná.


