Hospital Regional é acusado de omitir socorro
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quinta-feira, 02 de outubro de 1997
Cascavel 
A Polícia Civil de Cascavel abriu inquérito para apurar as circunstâncias da morte da menina Adriana Marques de Brito, de 2 anos e 9 meses. O delegado Almeri Kochinski disse ontem que os pais da criança acusam o Hospital Regional de Cascavel (HRC) de omissão de socorro. Segundo os pais, a menina foi levada ao estabelecimento em estado grave, mas os plantonistas não a internaram.
Adriana é filha de Tereza e Antonio Marques de Brito, desempregado. O casal relatou que a criança tinha varicela, com feridas infectadas, e foi levada ao HRC na quinta-feira da semana passada. O casal e a menina deixaram o estabelecimento apenas com uma receita de pomadas para passar no corpo. Na terça-feira os pais retornaram com a menina, porque na noite anterior ela havia passado mal.
Eu avisei que ela estava mal, mas ninguém ligou, afirmou Antonio, denunciando ainda que esperou duas horas pelo atendimento. Adriana faleceu no final da tarde, no próprio estabelecimento. Segundo a diretora do HRC, Lilimar Mori, os procedimentos adotados teriam sido normais, mas ela determinou uma investigação interna diante da acusação de que a menina ficou duas horas sem ser atendida.
O delegado Almeri Kochinski ouviu os pais de Adriana ontem. Antes, por precaução, ele pediu que o IML realizasse exame de necrópsia. Para evitar uma exumação mais tarde, justificou. O delegado, que ainda esperava o laudo, disse ter recebido a informação prévia de que a causa da morte teria sido broncopneumonia.


