Hospital reabre após ser arrendado
Hospital reabre após ser arrendado
Marccio W. Varella
O Hospital São José de Paiçandu (10 km de Maringá), com 52 leitos, foi inaugurado pela segunda vez ontem e começa a funcionar segunda-feira. O arrendatário do hospital, médico Francisco Vieira Filho, disse que vai priorizar o atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O estabelecimento tem centros cirúrgico e obstétrico mas não dispõe de UTI.
O Hospital São José foi inaugurado há cerca de dois anos pela Prefeitura de Paiçandu. Entre dezembro de 96 e outubro de 97, apenas o pronto-atendimento do hospital funcionou, utilizando o serviço de 26 funcionários. Segundo o secretário municipal de Saúde Paulo Cruz Dias, o prejuízo mensal de R$ 80 mil obrigou a prefeitura a arrendar o hospital.
O médico Vieira Filho foi selecionado como arrendatário por licitação realizada em outubro do ano passado. Ele foi o único a apresentar proposta. Antes do arrendamento, houve polêmica sobre a municipalização ou o arrendamento. A Câmara de Vereadores estava dividida e a secretária de Saúde na época, Janisleyia Silva Cella, defendia a municipalização.
Vieira Filho é dono do Hospital Samaritano, também em Paiçandu. Recentemente, ele fechou outro hospital de sua propriedade em Jussara, perto de Cianorte. De lá ele trouxe os equipamentos para os centros cirúrgico e obstétrico do São José.
O hospital tem 27 leitos para adultos, oito leitos no berçário, 11 leitos pediátricos e mais seis leitos na enfermaria obstétrica.
Familiar O programa Médico na Família começa a funcionar segunda-feira em Paiçandu, para visitas a cerca de mil famílias cadastradas pela prefeitura. Paiçandu é o segundo município do Noroeste do Estado a implantar o programa do Ministério da Saúde. O primeiro na região foi Mandaguari, no ano passado.
De acordo com as normas do projeto, seis agentes de saúde, uma enfermeira, uma auxiliar de enfermeira e um médico deverão visitar pelo menos 150 residências por mês. O custo do programa ficará por enquanto por conta da prefeitura. Depois será repassado pelo governo federal.
A médica Carla Meirelles Orsini, 36 anos, coordenadora do projeto, explica que a equipe vai utilizar um veículo da prefeitura para visitar os bairros mais carentes da cidade. A equipe examinará cada membro da família.





