Sid SauerReinauguração do hospital está marcada para domingoALTAMIRA DO PARANÁ - O Hospital Municipal de Altamira do Paraná (140 quilômetros ao sul de Campo Mourão), que vinha funcionando como uma espécie de posto de saúde, volta a atender como hospital a partir de segunda-feira. A reinauguração está marcada para domingo, quando o município completa 15 anos. A solenidade deverá contar com a presença do secretário de Estado da Saúde, Armando Raggio.
A última vez que o prédio funcionou como hospital foi no segundo semestre de 1992. Fechou no final daquele ano e virou uma espécie de ‘‘postão de saúde’’. A cidade também terá inaugurada uma vila rural no domingo.
O funcionamento do hospital envolve uma velha briga política entre o atual prefeito, Luiz Fernando Vecchi (PDT), e o antecessor dele, Fernando Barbosa Diniz (PTB). Vecchi construiu o hospital em seu primeiro mandato (88/92), mas deixou o estabelecimento fechar por falta de recursos no final de 92, quando já tinha perdido a eleição para o adversário.
Diniz, que é dono de um hospital particular na cidade, aproveitou o fechamento do hospital municipal para transformá-lo num ‘‘centro integrado de saúde’’.
O vice-prefeito e diretor do Hospital Municipal, Jalzemo Duarte (PMDB), reconhece que a cota de 50 autorizações para internações hospitalares (AIHs) é pequena para os dois hospitais de Altamira, mas garante que o hospital de Diniz não deixará de ser atendido. Ele lembra, porém, que a prioridade deverá ficar sempre com o hospital municipal.
Para poder ser reativado, o hospital municipal teve que passar por uma reforma completa. Algumas paredes, por exemplo, estavam com rachaduras e tiveram que ser consertadas. Também foi preciso remontar o quadro de funcionários. Foram contratados quatro médicos, uma enfermeira padrão e dois dentistas. O hospital tem 22 leitos.
O ex-prefeito Fernando Barbosa Diniz diz que optou por transformar o hospital num centro de saúde por uma ‘‘questão de economia’’. ‘‘Dois hospitais na cidade é desperdício’’, ressalta. Segundo ele, o que a prefeitura economizava em despesas do hospital era destinado à compra de medicamentos. Diniz, no entanto, afirma que não quer atrito com a prefeitura.

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