Hospital quer ampliar atendimento pelo SUS
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domingo, 09 de fevereiro de 2003
Alexandre Palmar<br> Equipe da Folha 
Foz do Iguaçu - Estigmatizado com sendo da elite de Foz do Iguaçu, o Hospital Costa Cavalcanti quer ampliar o número de atendimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no pronto-socorro e em casos de câncer e cirurgia cardíaca - especialidades implantadas no ano passado. O objetivo da diretoria administrativa é iniciar o trabalho ''o mais brevemente possível''.
O hospital foi inaugurado pela Itaipu Binacional em julho de 1979 para atender os empregados da usina e empreiteiras. Em 1994, a usina criou a Fundação de Saúde Itaiguapy para operá-lo e administrá-lo. A unidade atende pelo SUS, em caso de internamentos, desde abril de 1996. Dos 115 leitos do hospital, 47 são destinados aos pacientes do Sistema Único, seis deles na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Em dezembro de 2002, o Ministério da Saúde autorizou a assistência para os serviços de alta complexidade - implantados em junho com um custo de R$ 17 milhões. A ala dispõe de equipamentos de hemodinâmica, tomografia, ressonância magnética, radioterapia, acelerador linear, braquiterapia, quimioterapia e hemodiálise.
O uso do complexo através do SUS depende de repasse de recursos. Para obtê-los, a Itaipu e Fundação Itaiguapy buscam parcerias com a prefeitura de Foz, Ministério da Saúde e Secretaria Estadual de Saúde. Somente em Foz do Iguaçu cerca de 600 pessoas necessitam de tratamento contra o câncer. A meta, porém, é atender todas as pessoas da Costa Oeste e outras regiões do Paraná.
A diretora financeira executiva da Itaipu, Gleisi Hoffmann, destaca a possibilidade de ''estudar parceria com outros municípios da região, principalmente os lindeiros, através de um plano de saúde alternativo, que democratize o acesso da população ao hospital''. Segundo a usina, se não houver o repasse efetivo do SUS e a colaboração dos prefeitos, não haverá condições de melhorar o atendimento.
Conforme Gleisi, Itaipu tem limites financeiros para ajudar o hospital porque as receitas da hidrelétrica provêm da tarifa da potência energética. Elevar gastos da empresa significaria aumentar tarifa de energia elétrica, argumenta a diretora. ''Por isso, apostamos em parcerias. Se cada um fizer um pouco (SUS, prefeituras e Itaipu), alcançaremos o objetivo'', conclui.


