O Hospital Regional de Cascavel (HRC), mantido pelo governo do Estado e com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), enfrenta a fase mais crítica desde sua criação, há 11 anos. Apenas 101 leitos estão funcionando, o que significa 79 desativados em relação aos 180 que já chegaram a ser ofertados, e 169 a menos que a capacidade projetada, de 270 leitos. Os motivos principais são a falta de pessoal e mobiliário para os leitos.
Esta situação ocorre mesmo com o esforço da direção, médicos e funcionários, obrigados até mesmo a atender pacientes em macas nos corredores e a oferecer expressivo número de consultas, embora o estabelecimento seja de pronto-socorro e não ambulatório. As consultas deveriam ser garantidas nos postos de saúde, inclusive de cidades da região, que ‘‘exportam’’ pacientes para Cascavel.
Levantamento obtido ontem pela Folha com a diretora-geral do HRC, Lilimar Mori, indica que das 8 mil consultas feitas mensalmente, apenas 35% referem-se a casos efetivamente de emergência. As demais poderiam ser feitas nos postos de saúde. ‘‘As pessoas se socorrem aqui na expectativa de atendimento completo, inclusive exames, e muitas procuram o HRC fora do expediente dos postos’’, relata Lilimar.
Para todas as atividades, o hospital conta com 480 funcionários, em turnos de revezamento, e para o setor de enfermagem são apenas 178. Segundo Lilimar, seriam necessários pelo menos 750 funcionários para que pudesse ser otimizado todo o potencial de funcionamento do hospital. Para disponibilizar dos 200 leitos, a estimativa é que seriam necessários cerca de R$ 1 milhão mensalmente.
O custo do HRC, atualmente, é de R$ 650 mil, dos quais R$ 300 mil provenientes de atendimentos pagos pelo SUS e o restante do Estado. O governo terá que ampliar o repasse de recursos para transformar o estabelecimento em hospital universitário (HU) para atender o curso de medicina da Universidade Estadual do Oeste (Unioeste). Os alunos entrarão no 4º ano em 2001, sendo obrigatória a prática hospitalar.

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