Maringá - A Secretaria Municipal de Saúde vai repassar hoje R$ 190 mil ao Hospital Psiquiátrico de Maringá. Na semana passada, o hospital transferiu compulsoriamente pacientes crônicos para um pronto atendimento público por causa de uma dívida de R$ 600 mil do município. A direção do Psiquiátrico reclama que a falta de repasse de verbas das faturas dos meses de outubro e novembro está inviabilizando o tratamento dos pacientes com distúrbios mentais. O município é gestor das verbas do SUS.
Uma liminar judicial obrigou o retorno dos pacientes ao hospital. A transferência causou tumulto na unidade de saúde e indignou o secretário municipal Paulo Donadio, que acusou a direção do Psiquiátrico de usar pacientes para pressionar a prefeitura. A Procuradoria Jurídica da Prefeitura de Maringá pediu a abertura de inquérito contra os responsáveis pelo hospital por crimes de omissão de socorro, abandono de incapaz e risco de vida aos pacientes.
Segundo Donadio, o repasse foi autorizado pelo Conselho Municipal de Saúde, mas não impede a continuidade da ação criminal e de uma representação contra o hospital junto ao Conselho Regional de Medicina. A diretora do Psiquiátrico, Maria Emília Mendonça, diz que o hospital reivindica uma verba de direito porque os serviços já foram prestados. Ela afirma que os R$ 190 mil serão utilizados para pagamento do 13º salário dos funcionários e repasse aos fornecedores.
O Psiquiátrico tem uma ação na Justiça contra a prefeitura em que pede o pagamento direto do dinheiro do SUS ao hospital e acusa a Secretaria de Saúde de desvio de finalidade. Conforme o secretário, a dívida do município envolve todos os prestadores de saúde porque o teto do SUS é insuficiente para a demanda de sa© úde em Maringá.

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