O Hospital Evangélico de Londrina vai entrar com uma ação indenizatória por danos morais contra a família de Carla Rocha Mostarchi, 32 anos que morreu após o parto. Segundo o advogado Ronaldo Neves, o hospital não retira o direito da família ajuizar ações na Justiça, mas não aceita que a família leve o caso à imprensa, sem provas das acusações.
Carla morreu no dia 5, por complicações após o parto. Ela estava grávida de gêmeos e foi encaminhada ao Evangélico porque o parto era prematuro. Segundo Anésia Rosa Mostarchi, mãe de Carla, o médico não quis fazer cesárea. No hospital a informação é que havia dilatação suficiente para a realização de parto normal e que Carla teria tido um caso raro de placenta acreta (grudada no útero) e o médico foi obrigado a fazer uma histerectomia (retirada do útero). Carla não teria resistido.
Para o advogado Ronaldo Neves, a dor da família não lhe dá o direito de agir de forma irresponsável. ''Não há nenhuma pessoa que entenda do assunto confirmando a acusação de erro médico. Não há sentença que condene o hospital''. Segundo ele, é preciso separar o fato de ter perdido um ente querido e difamar o bom nome do hospital. A família de Carla não vai se pronunciar sobre o assunto.

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