Curitiba – Entra em funcionamento hoje, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), a nova estrutura do Hospital Nossa Senhora do Rocio, que terá 97% do seu atendimento realizado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A promessa é que a instituição será uma das maiores em número de leitos em um único hospital no País.
Ao todo são 1,2 mil leitos pelo SUS, sendo 200 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta e 105 neonatal. Os demais são divididos em 856 quartos de enfermaria e 39 suítes. Os investimentos aplicados na obra chegam a R$ 200 milhões, sendo que os recursos são provenientes do governo federal via financiamentos por meio da Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Parte do valor também foi custeada pela construtora responsável pelo empreendimento. O hospital terá oito anos para pagar por este investimento.
O Nossa Senhora do Rocio também terá auditório com capacidade para 320 lugares, mais salas de apoio. Além disso, serão 50 consultórios no ambulatório. Atualmente são 4 mil atendimentos por mês pelo SUS, e com o novo hospital a expectativa é de aumento para 30 mil consultas/mês.
"O prédio antigo ficou muito pequeno e a demanda de atendimentos cresceu significativamente. Por isso decidimos por investir nesta obra. Hoje o Estado tem um deficit de leitos de UTI e este foi nosso foco, além de todos os procedimentos de alta complexidade que são referência", ressaltou o diretor da instituição, Luiz Ernesto Wendler.
A transição do antigo prédio, que possuía 270 leitos, começa hoje e deve seguir até o dia 20. Aos poucos as alas do antigo hospital serão desativadas, e o atendimento no novo hospital deverá começar integralmente no dia 1 de setembro. A instituição já é referência em atendimentos de alta complexidade, como gestações de risco, cirurgias cardíacas adultas e pediátricas e neurocirurgias.
Segundo Wendler, a nova estrutura vai solucionar os problemas de falta de leitos de UTI no Paraná. "Acredito que estamos dando um passo gigantesco na tentativa de reduzir este problema no Estado. Vemos diversas instituições com este deficit e estamos chegando para desafogar o atendimento nos outros hospitais", reforçou o médico. O corpo clínico será formado por aproximadamente 500 médicos e profissionais multidisciplinares, além de equipe técnica e administrativa.

TABELA
Mesmo em tempos difíceis para as instituições de saúde, Wendler ressaltou a importância de tocar a obra. Segundo ele, a receita obtida com os procedimentos de alta complexidade, que têm uma tabela privilegiada no SUS, vão ajudar a sustentar o pronto-socorro e o ambulatório, além de gerar lucro. Além disso, a verba do SUS chega para o Rocio via governo estadual - um processo menos burocrático e mais rápido que o municipal. Conforme ele, o SUS deposita o pagamento dos procedimentos em cerca de 30 dias, muito antes que os planos de saúde, por exemplo.

mockup