O problema da falta de leitos para internações e de superlotação dos hospitais da Cidade agravou-se ainda mais desde o início de novembro último, com o fechamento do Hospital Londrina (HL), que funcionava há mais de dez anos em Cambé (12 km a oeste de Londrina). O HL foi desativado pelo Instituto de Assistência Social Evangélica (Igase) - entidade mantenedora - por motivos financeiros.
Na época do fechamento, o HL atendia com 46 leitos e empregava cerca de 180 profissionais. O Igase alegou que o hospital era deficitário e transferiu para outras unidades de saúde - em Curitiba e outros estados - todos os equipamentos médicos. O prédio, com capacidade para instalação imediata de até 120 leitos, está vazio à espera de novo empreendimento.
Uma comissão formada por representantes das prefeituras de Cambé e Londrina, da 17ª Regional de Saúde do governo do Paraná, e de hospitais públicos, filantrópicos e privados tem se reunido em busca de alternativas para a reativação do HL ou ocupação daquele espaço através da compra ou locação do prédio.
A principal idéia é formar um consórcio para administrar um novo hospital regional que atenda a população através do Sistema Único de Saúde (SUS). O governador Jaime Lerner (PFL) chegou a anunciar, em novembro, que a reativação do HL dentro desta nova proposta seria prioridade do governo, mas até agora o plano não saiu do papel. ‘‘Está difícil encontrarmos uma saída para o problema, mas acredito na reativação do HL nos próximos meses. Ele é muito grande e importante para continuar fechado’’, comenta o prefeito de Cambé, José do Carmo Garcia (PTB).

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