Hospital Infantil inaugura novos leitos de UTI
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sexta-feira, 10 de setembro de 2004
Alan Maschio<br>Reportagem Local 
O governo do Estado vai financiar o funcionamento do novo setor de UTI neonatal do Hospital Infantil (HI) de Londrina até a publicação da portaria que oficializa o credenciamento no Ministério da Saúde, afirmou ontem à Folha o diretor de sistemas da Secretaria Estadual de Saúde, Gilberto Martin. O novo setor, inaugurado ontem, conta com oito novos leitos e estava pronto há mais de dois meses sem poder funcionar por não estar credenciado junto ao Sistema Único de Saúde (SUS) e consequentemente, não receber verbas do ministério.
Segundo Martin, a Secretaria Estadual de Saúde vai repassar R$ 50 mil mensais ao Fundo Municipal de Saúde, o que deve garantir o funcionamento dos leitos até a publicação da portaria que oficializa o credenciamento dos leitos no SUS. Os fundos, segundo o diretor, são originários do Tesouro do Estado. ''Os equipamentos para a UTI também foram comprados com fundos do Tesouro e consumiram investimentos de R$ 700 mil'', disse. Martin não soube dizer quando a portaria deve ser publicada. ''Mas não deve demorar, pois o credenciamento já é fato''.
Com a inauguração da nova UTI, sobe para 20 o número de leitos de tratamento intensivo disponíveis no Hospital Infantil. Segundo a direção da Santa Casa, hospital responsável pelo gerenciamento do HI, o número de crianças com até um ano atendidas anualmente deve subir de 145 para 195. ''E o total de leitos pode chegar a 22, pois temos espaço para isso'', lembrou o diretor superintendente da Santa Casa, Fahad Haddad..
Na opinião do secretário municipal de saúde, Silvio Fernandes, a ampliação do número de leitos no HI deve fazer com que o sistema de saúde da cidade atenda à população de Londrina e cidades da região de forma satisfatória. ''O número de leitos é bom. Se mantivermos o padrão de atendimento histórico a cidades da região, acredito que não teremos problemas'', disse.
A ampliação do número de leitos aparece como parte da solução para a crise enfrentada pelo sistema de saúde e, especificamente, do setor de pediatria em Londrina. Na Santa Casa, por exemplo, os plantões de cirurgia pediátria foram suspensos por alguns dias e o diretor da Santa Casa chegou a considerar a possibilidade de paralisação no atendimento. A situação só foi normalizada no dia 13 de agosto, com o reestabelecimento de um convênio entre o hospital e a Secretaria Municipal de Saúde.
Na ocasição, a secretaria havia suspendido o repasse de verbas para a Santa Casa por causa da falta de entendimento entre os neurocirugiões, que exigiam aumento no valor do repasse por plantão. Segundo Haddad, um redirecionamento das verbas disponíveis para o hospital permitiu o fechamento de um novo acordo.
De acordo com Fernandes, o novo convênio estabelece que os médicos serão remunerados por produtividade, e não mais por número de plantões realizados, como era feito anteriormente.


