Curitiba O Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, inaugurou ontem um novo setor de radioterapia, que custou cerca de R$ 8,2 milhões entre equipamentos e obras. Os quatro novos equipamentos, que vão permitir um atendimento mais eficaz aos pacientes, foram cedidos pelo Ministério da Saúde e pela ex-primeira-dama do Estado Lurdes Cannet. Três deles já estão em funcionamento.
Dois dos novos equipamentos vão permitir que os tumores sejam identificados e atingidos pela radioterapia com mais precisão. Segundo o superintendente da Liga Paranaense de Combate ao Câncer, mantenedora do Hospital Erasto Gaertner, Luiz Antonio Negrão Dias, antes era possível ver os tumores em duas dimensões (2-D). Agora, esse diagnóstico vai poder ser feito em três dimensões (3-D), o que garante imagens mais precisas do local e do tamanho do câncer. Já quanto ao tratamento, um novo aparelho vai fazer a irradiação mais precisa. ''Antes, as áreas próximas ao tumor também eram atigidas no tratamento. O novo aparelho isso'' , explica Dias.
O aparelho que só deve começar a funcionar em janeiro é uma espécie de robô que vai injetar sementes radiotivas no tumor. Esse trabalho é feito atualmente pelos enfermeiros e médicos. Contudo, o material é altamente radioativo, podendo contaminar as pessoas que o estão manuseando. Com o robô é possível aumentar a dose das sementes, diminuindo o tempo de isolamento do paciente de três dias para apenas 30 minutos.
O hospital gastou cerca de R$ 2,5 milhões nas obras para receber os novos equipamentos. ''Temos uma dívida de cerca de R$ 3 milhões. Mas se não fizéssemos, perderíamos os equipamentos'', explicou Dias. Segundo o superintendente, o hospital tem ainda um déficit mensal de cerca R$ 200 mil. O hospital, que atende cerca de 200 mil pacientes por ano, é o único do sul do País classificado como nível dois entre os Centros de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon).

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