Dorico da SilvaO médico Lúcio Marchese com a pinça usada no HU para retirar objetos estranhos dos brônquios: cinco minutos
O problema de aspiração de objetos estranhos é tão grave em Londrina que o Hospital Universitário está importando da Alemanha, desde o ano passado, pinças próprias para a retirada desses objetos dos brônquios.
Segundo o médico Lúcio Marchese, chefe do Setor de Cirurgia Pediátrica do hospital, o HU é hoje um dos que têm maior estatística de atendimento a criança que tenha aspirado objetos estranhos, principalmente grãos, pelo fato de Londrina estar numa região agrícola. Só no hospital já foram registrados 500 casos.
Existem três tipos específicos de pinça: uma para a retirada de grãos, outra para objetos metálicos e a terceira para biópsia, usada no caso de o objeto aspirado ter causado alguma lesão.
Marchese explica que antes da aquisição dos aparelhos, para a retirada dos objetos eram necessários, em média, 25 minutos. ‘‘Hoje, mesmo em casos considerados bastante difíceis, a retirada ocorre de três a cinco minutos’’, informa. A grande vantagem das pinças é que elas têm a chamada visão direta. Desta forma, o médico pode manuseá-la olhando diretamente para o local afetado.
Ainda segundo Marchese, foi realizada uma pesquisa, em Londrina, há cerca de três anos, pela pediatra Ides Sakassegawa, que apontou o afogamento por objetos estranhos uma das principais causas de acidentes em domicílios. A pesquisa mostrou ainda que o local em que mais ocorrem acidentes com crianças é a casa onde ela mora e o principal tipo é a queda.

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