Hospital fez a 40º
troca de coração
O 40º transplante feito pelo Serviço de Transplantes Cardíacos do HC, na noite da última terça-feira, não foi uma cirurgia comum. Segundo o coordenador da equipe, o cirurgião Danton da Rocha Loures, ‘‘foi um procedimento mais elaborado’’, pois o paciente já havia passado por duas cirurgias antes. Recuperando-se na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o motorista de ônibus de Curitiba, L.A.T., 50 anos.
Há dois anos, L.A.T. tinha se submetido a uma cirurgia de ventriculectomia, conhecida como a técnica do doutor Randas Batista. Há um ano também teve que fazer uma desfribilação, pois tinha muitas arritmias. Agora, seu quadro era de insuficiência cardíaca e estava esperando pelo transplante há seis meses. A expectativa é que o paciente fique entre três a cinco semanas no hospital.
Segundo Rocha Loures, 16 pessoas estão na fila de espera por um transplante no HC, entre casos emergenciais e outros que podem aguardar mais tempo. Até agora, sua equipe já fez 52 transplantes, sendo os 12 primeiros quando ainda atuava no Hospital Evangélico. Destes 52, 40% estão vivos. A expectativa de vida, entretanto, já aumentou, pois as técnicas evoluíram ao longo do tempo. ‘‘Nossos índices são compatíveis com os níveis mundiais’’, diz. Hoje, o índice de sucesso no momento da cirurgia é de 95%; no período hospitalar é de 92%; um ano após o procedimento é de 84 a 85% e a expectativa de sobrevida em cinco anos é de 65% a 70%. (M.G.)

mockup