Hospital fez 6 mil cirurgias pediátricas
Maigue Gueths
De Curitiba
O setor cardíaco pediátrico do Hospital Infantil Pequeno Príncipe comemorou, ontem, os resultados positivos da cirurgia de número 6 mil feita pelo cirurgião Fábio Sallum, chefe da equipe. O teu coração está lindo, perfeito, a aorta está aberta como o coração de qualquer pessoa normal, dizia a pediatra especialista em cardiologia Flávia Solange Porto Lovato, enquanto fazia uma ecocardiografia em Marcos Andrei Lenzi, de 14 anos. O paciente de numero 6 mil é do município de Taió, Santa Catarina, fez a cirurgia no dia 3 de novembro e retornou, ontem, para o primeiro exame pós-operatório.
Marcos tinha uma cardiopatia congênita no coração: uma estenose sub-aórtica. Ou seja, o garoto já nasceu com uma membrana enbaixo da válvula aórtica, que obstruía o fluxo do sangue do coração para o resto do corpo. Segundo Flávia, o sangue passava pela membrana com muita dificuldade, levando pouco oxigênio para o corpo. O resultado é que ele sentia muito cansaço com qualquer esforço físico, diz. Eu não podia fazer educação física no colégio, jogar bola, correr, andar de bicicleta, que já ficava cansado, confirma Márcio.
Para a mãe dele, Salvelina Lorenzetti Lenzi, o pior era que ele nunca podia se sentir igual às outras crianças, já que não podia fazer as mesmas coisas. Apesar de ter a doença desde o nascimento, o problema só foi descoberto aos 7 anos, quando Marcos entrou na escola e fez exames médicos requeridos para a disciplina de educação física. No início, a família procurou tratamento em Rio do Sul e Blumenau, em Santa Catarina e desde 1995 passou a se consultar no Pequeno Príncipe, em Curitiba, até que foi decidida a cirurgia.
Entre o pré e pós-cirúrgico, Marcos ficou internado cerca de 15 dias. mas valeu a pena. Depois da cirurgia ele já engordou três quilos, está corado, respirando melhor e se sentindo bem mais disposto, diz a médica. O garoto, entretanto, ainda terá de esperar um pouco para levar uma vida agitada normal comum aos adolescentes. A partir de agora ele começará a fazer atividades físicas gradativamente, mas a expectativa é de que só no segundo semestre de 2000 ele seja finalmente liberado para realizar seu sonho de jogar bola e andar de bicicleta.





