Hospital fecha pronto-socorro
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de fevereiro de 1998
Osmani Costa 
Dorico da Silva
Assim não dáO PS do HU ontem e, na foto de baixo, o diretor clínico Sylvio Villari: como manter qualidade no atendimento?
O problema não é novo, e a situação se repete quase semanalmente. Na manhã de ontem, o Hospital Universitário (HU) de Londrina suspendeu parte do atendimento aos pacientes no setor de clínica médica do pronto-socorro (PS), em consequência da superlotação.
O atendimento foi limitado aos casos de urgência e emergência. Os doentes em situação menos grave foram encaminhados aos postos de saúde da rede municipal ou aos PSs de outros hospitais. Prosseguiram atendendo normalmente os setores cirúrgico, pediátrico, ortopédico e de obstetrícia.
Em média, o PS do Hospital Universitário atende 250 pessoas por dia. Fomos obrigados a tomar esta decisão de limitar o atendimento devido ao excesso de demanda. Todos os boxes de atendimento, leitos da enfermaria e macas disponíveis no setor já estavam lotados, e os pacientes continuavam chegando, comentou o diretor clínico do HU, Sylvio Villari Filho. Desta maneira, inadequada e improvisada, fica difícil manter boa qualidade desejada no atendimento.
De acordo com o diretor, o problema de superlotação no HU tornou-se rotineiro por dois motivos básicos: muitos pacientes procuram o PS sem motivos graves, e a estrutura do hospital é acanhada para o tipo e a quantidade de atendimento a que se propoõe.
Muitos pacientes, com uma gripe fraca ou diarréia leve - que poderiam tranquilamente ser tratadas nos postos de saúde dos bairros -, vêm diariamente ao pronto-socorro do HU, explicou Sylvio Villari Filho. Ele lembra que o hospital dispõe de 284 leitos e atendeu no ano passado cerca de 210 mil pessoas. Necessitamos de uma ampla reforma, da ampliação de espaço e de equipamentos modernos para transformar o HU num hospital de ponta. Só assim, poderíamos dar aos pacientes um atendimento mais adequado, com melhor qualidade em todos os setores.
Há vários anos, a direção do HU - que pertence à Universidade Estadual de Londrina (UEL) - e a comunidade londrinense reivindicam, junto ao Governo do Paraná, recursos de R$ 30 milhões para a reforma e ampliação do hospital-escola, único da Cidade a atender pacientes do SUS durante todos os dias do ano.


