Hospital faz operação mãos limpas
Hospital faz operação mãos limpas
A 3ª Semana de Controle de Infecções do HU pretende mostrar aos profissionais de saúde a importância da lavagem correta das mãos
Lúcio Horta
Dorico da Silva
Olhos vendadosControle de infecção: lavar mãos é melhor forma de prevenirComeçou ontem no Hospital Universitário (HU) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) a 3ª Semana de Controle de Infecções. O evento, organizado pela Comissão de Controle de Infecções Hospitalares (CCIH) do HU, prossegue até sexta-feira com dois principais objetivos: mostrar o perigo da infecção hospitalar a médicos, enfermeiros, estudantes e funcionários do hospital, além de conscientizá-los sobre a importância da lavagem correta das mãos.
A maioria das infecções é causada pelas mãos. E a lavagem é o método mais eficaz, embora pouco realizado, para evitar a transmissão dos microorganismos, observa Renata Belei, coordenadora da CCIH.
Como nos anos anteriores, os organizadores escolheram um método simples - porém muito eficaz - para avaliar se os profissionais e estudantes do HU estão lavando a mão de forma correta. Durante a semana eles estão percorrendo os corredores do hospital e aplicando o teste. Os olhos da pessoa é vedado e ela tem que simular, durante 15 segundos, que está lavando as mãos. Mas com um detalhe: em vez do sabão, é utilizada tinta guache. Desta forma, é possível ver com precisão onde a pessoa esfregou e onde deixou de esfregar as mãos. Os que conseguirem aplicar a técnica com 100% de precisão serão premiados com uma camiseta.
Dorico da Silva
Higiene e saúdeRenata Belei: método simples para evitar as contaminaçõesSão pouquíssimos os que conseguem lavar as mãos corretamente. Em média, apenas 12%. Onde não se esfrega a mão, a bactéria não sai, explica Renata Belei. O auxiliar de enfermagem Alberto Magnusson foi ontem um dos primeiros funcionários que participaram da campanha e por muito pouco não consegue passar pelo teste com perfeição. Há quatro anos trabalhando no HU, ele avalia que este tipo de trabalho é importante para melhorar a qualidade do serviço prestado.
Renata Belei lembra que a infecção hospitalar é um problema mundial e que nenhuma instituição está livre dela. Ainda assim, quanto maiores os cuidados com a higiene, menor a incidência. No HU, em março último, dos 1.048 pacientes atendidos pelo hospital, 69 foram vítimas da infecção (6,58%). Destes, dois pacientes acabaram morrendo. Em hospitais-escola, destaca Belei, a média é de 10%. Além do teste da lavagem, a Comissão de Controles de Infecções do HU também programou para outras atividades para a semana. Uma delas é a cultura microbiológica das mãos: a pessoa toca em uma placa que posteriormente é avaliada para saber que tipo de bactéria estava presente nas mãos.





