Hospital faz convênio com prefeituras
Uma nova forma de convênio médico vem facilitando a vida dos moradores de dez municípios do Sul do Estado. Preocupados com o atendimento precário nas unidades de saúde de suas cidades, os prefeitos associados à Amsulpar - Associação dos Municípios do Sul do Paraná - decidiram procurar um hospital de ponta para levar os pacientes.
O convênio, que funciona desde novembro do ano passado, foi firmado com o Hospital Angelina Caron, localizado em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Através do convênio, tem sido atendida por mês uma média de 800 pacientes.
O hospital compromete-se a atender até 50 pacientes por dia, transportados por um ônibus contratado também pela associação. O transporte sai do município de Bituruna, a 360 quilômetros de Curitiba, e recolhe os pacientes pelas outras cidades participantes do convênio até chegar em Campina Grande do Sul, sempre às 8h. Com consultas marcadas antecipadamente pelas secretarias de Saúde de cada uma das cidades, os pacientes são atendidos sem necessidade de entrar em filas e não pagam nada além da consulta com o especialista, no valor de R$ 30,00.
Foi a forma que encontramos de evitar maiores despesas com as ambulâncias e ao mesmo tempo de poder levar mais pacientes de uma só vez, explica Ercílio João Dalazen, prefeito de Paulo Frontin, a 220 quilômetros de Curitiba.O pagamento é feito por quilômetro rodado e cada município pode mandar de cinco a seis pacientes. Para o hospital, o que cada prefeito paga é uma mensalidade de R$ 500,00.
O dinheiro é empregado no pagamento de todos os exames feitos em laboratório. Mas, acima da economia, trouxe um benefício bem maior. Antes, comenta Dalazen, os pacientes tinham que ser distribuídos por vários hospitais de Curitiba. E isso era muito mais difícil, por causa da lotação. Agora, o nosso ônibus leva e traz de volta as pessoas, que ainda têm um tratamento muito melhor. Só mandamos para outros hospitais, e de ambulância, os casos mais graves.
São atendidos pelo convênio, além de Paulo Frontin e Bituruna, os municípios de Paula Freitas, Porto Vitória, União da Vitória, Cruz Machado, General Carneiro, Antônio Olinto, São Mateus e São João do Triunfo, que juntos têm cerca de 170 mil habitantes.
Estamos tendo excelentes resultados, comenta o prefeito de Bituruna, José Constantino de Lara Ribas. Aqui não tínhamos nenhuma aparelhagem e o nosso hospital só dispõe de 40 leitos. Com o convênio, temos mandado uma média de seis a sete pacientes por dia para o Angelina Caron.
De segunda a sexta-feira, os pacientes vão atrás principalmente de tratamentos sofisticados, como o de câncer e o de coração. A gente aqui só tem três médicos, explica Ribas. E era difícil tratar de todas as áreas. Por isso, antes levávamos as pessoas para União da Vitória, a apenas 90 quilômetros daqui, o que começou a ficar muito caro para os mais pobres. No convênio, a gente viaja mais, mas paga menos.
Hospital - Também satisfeito com o convênio fechado com a associação dos municípios, o diretor superintendente do Angelina Caron, Isomar Sadi Kasper, diz que uma das principais vantagens é a da manutenção do próprio intercâmbio com o Estado. Quando o paciente precisa tem facilmente a sua autorização de internação hospitalar, a AIH, diz ele.E os pacientes ainda não precisam pagar nada por exames. Tudo é pago pelas prefeituras com o dinheiro do convênio.





