Curitiba - Nos últimos quatro anos, o Hospital Erasto Gaertner viu sua receita com recursos provenientes de emendas parlamentares e convênios das esferas municipal, estadual e federal pular de R$ 204 mil em 2006 para R$ 16,640 milhões no ano passado. Desse total, R$ 12,7 milhões foram disponibilizados por meio de convênio com o Ministério da Saúde (MS). Mesmo sem considerar este repasse, que garantiu a maior quantia já recebida pelo hospital, a arrecadação resultante destas parcerias em 2009 aumentou 200% em relação a 2008, quando convênios e emendas renderam R$ 1,330 milhão.
Segundo o superintendente do hospital, Flavio Tomasich, o crescimento é resultado de uma nova postura adotada pela direção, que vem divulgando mais suas atividades. O balanço de 2009 foi apresentado ontem.
Estes recursos são destinados para inovação tecnológica. Com o dinheiro do MS, por exemplo, serão adquiridos equipamento de Ressonância Magnética, aparelho de Rádio Cirugia e de Neuronavegador e um Sistema Endoscópico Robótico, que permitirá realizar diversas cirurgias com maior precisão. Com isso, o hospital será o único no Brasil a realizar cirurgias robóticas em pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Hoje, 92% dos pacientes atendidos pelo hospital são do SUS. Tomasich esclarece que a saúde financeira do hospital ainda é dependente de doações e campanhas de arrecadação. ''O que o hospital recebe do SUS cobre 60% dos custos, o que só faz o deficit aumentar'', diz. Em 2009, o hospital teve receita de R$ 55 milhões, e fechou com déficit de R$ 3 milhões. Houve ainda um aumento nos atendimentos. Em 2009 o hospital fez 356 mil atendimentos, 20% a mais do que em 2008.

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