A Polícia Civil de Tapira (59 km de Umuarama) não havia conseguido até ontem nenhuma pista da mãe que abandonou uma criança recém-nascida na porta do hospital da cidade, na noite de terça-feira. A guarda da criança, uma menina branca com 2,5 quilos, ficou com o hospital. A médica Vera Lúcia Geraldo da Silva, que acionou a polícia, ‘‘batizou’’ a menina com o nome de Ana Lúcia. Até ontem, seis casais da região já haviam procurado o Fórum de Cidade Gaúcha com a intenção de adotar a menina.
O delegado de Tapira, Raul Brunetto, disse à Folha que não existem pistas da mãe da criança. As investigações prosseguem, mas segundo ele, todas as possibilidades já foram checadas. Brunetto acredita que a mãe teve o parto sozinha, em algum matagal próximo à cidade. ‘‘O bebê estava com o cordão umbilical amarrado com uma fita e enrolado em um pano cheio de terra, capim e carrapicho’’, diz.
O juiz de Cidade Gaúcha, Paulo Roberto Carvalho Pereira, que está trabalhando no caso, disse que pretende esperar até a próxima semana para tomar uma decisão. Ele explica que a criança foi abandonada na porta do hospital por volta das 23 horas, quando não existem mais linhas regulares de ônibus servindo a cidade de Tapira. ‘‘Tudo indica que a mãe é da cidade, que tem uma população pequena’’. A prioridade agora é tentar encontrar a mãe e só depois decidir o destino da criança.
Ele confirmou que seis casais estão inscritos para a adoção e disse que apenas se a mãe não aparecer pretende fazer uma seleção. ‘‘A decisão deve beneficiar o casal que melhor se enquadrar com as necessidades da criança e com as exigências da lei’’, explicou o juiz.

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