Hospital entra com recurso contra liminar
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quarta-feira, 06 de outubro de 2004
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba A Santa Casa de Misericórdia de Ponta Grossa entrou ontem com recurso contra a liminar que determina que a maternidade do hospital continue ativa. O hospital alega não ter dinheiro para pagar os plantões dos médicos. Dos dez profissionais que atuavam no setor, seis pediram demissão e os outros quatro estão trabalhando apenas para cumprir a liminar. A diretoria do hospital se reuniu ontem com o promotor Faud Faraj para mostrar as dificuldades financeiras e colocar à disposição toda a contabilidade para auditoria.
Segundo o advogado da Santa Casa, Emerson Woyciechoski, a maternidade não está credenciada como de alta complexidade, porém atende esse tipo de procedimento, o que está gerando prejuízo. ''Amanhã (hoje) teremos uma audiência com membros do Ministério Público e da secretaria de Estado de Saúde para definir a situação. A Santa Casa não tem como mudar sua posição.'' A secretaria de Saúde alegou que não existe credenciamento de alta complexidade para maternidades e que a Santa Casa já tem todos os credenciamentos a que tem direito.
Faraj, que ingressou com a ação pedindo que a maternidade voltasse a atender, diz que entendeu as razões do hospital, mas pediu pelo menos 90 dias para que o Hospital Evangélico de Ponta Grossa possa ser adequado para receber uma demanda maior.
A Santa Casa suspendeu o atendimento da maternidade na última quinta-feira, alegando que funcionava precariamente por falta de dinheiro. No dia seguinte a Justiça concedeu liminar determinando a volta do atendimento.


