A reativação do Hospital Londrina, localizado em Cambé (13 km a oeste de Londrina) seria uma alternativa para solucionar a falta de leitos em hospitais da região. A proposta é defendida por algumas entidades e profissionais da área médica. O hospital, que pertence ao Instituto Geral de Assistência Social Evangélica (Igase), foi desativado no dia 1º de novembro do ano passado.
O secretário de Saúde de Cambé, Antônio Freitas, é uma das pessoas que defendem a reativação e diz que já existe um projeto completo sobre esta possibilidade. Segundo ele, o estudo, feito pela secretaria, cita dados sobre tudo que é necessário para a reativação e até o impacto que traria para a comunidade da região.
Segundo Freitas, o hospital tem capacidade para comportar até 200 leitos e, deste total, 60% seriam destinados a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e o restante a particulares e convênios. Ele acredita que o local poderia ser usado inclusive como hospital de ensino.
Arquivo FolhaPela localização (próximo a duas rodovias - PR-445 e BR-369), Freitas acredita que o hospital poderia se transformar até em um centro especializado em traumas - atendimento a acidentados. A manutenção do hospital custaria cerca de R$ 250 mil mensais. ‘‘O hospital tem condições de ser auto-sustentável desde que os municípios participem’’, ressalta.
Como parceiros para o projeto, além dos municípios, ele cita o governo do Estado, instituições de ensino superior e a Econorte - concessionária responsável pela manutenção das rodovias lote 1. ‘‘O projeto existe e se for colocado em prática em dois ou três meses o hospital estará funcionando’’, afirma.
O secretário está divulgando o projeto junto a prefeitos da região, ao governo do Estado e enviou uma cópia ao ministro da Saúde, José Serra. O hospital Londrina, construído na década de 80, está localizado em uma área de 10 mil metros quadrados. Logo após o fechamento, o governo do Estado acenou com a possibilidade da reativação, mas a proposta foi sendo deixada de lado. Em entrevista à Folha, em julho deste ano, o secretário estadual de Saúde, Armando Raggio, disse que o governo não tinha mais interesse.Dorico da SilvaDesativadoSecretário de Saúde de Cambé, Antonio de Freitas (acima) aponta hospital como saída: absorver demandaLucilia Okamura

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