Hospital é interditado em Curitiba
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sexta-feira, 25 de maio de 2001
Ellen Taborda De Curitiba 
A Vigilância Sanitária Municipal interditou parte do Centro Médico Santa Ana, em Curitiba. Em seguida, por causa da notificação, a direção do hospital decidiu fechar todo o estabelecimento, justificando a necessidade de reformas.
Cerca de 20 pacientes internados tiveram que ser transferidos para outros hospitais da cidade. Os setores interditados pela vigilância foram o centro cirúrgico e a central de materiais, onde é feita a esterilização de instrumentos.
De acordo com a diretora do Centro de Saúde Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde, Margarida Lenzi, os principais problemas encontrados nos dois setores foram a falta de higiene, a ausência de um responsável técnico e a desorganização. São itens que inviabilizam o funcionamento desses setores. Ela conta que na central de materiais, por exemplo, não há controle biológico, procedimento que a esterilização dos instrumentos.
Margarida afirma que a decisão de fechar o hospital partiu dos diretores. Mas é claro que sem centro cirúrgico e sem a central de materiais, o funcionamento de grande parte de um hospital acaba sendo prejudicado.
O diretor clínico do centro médico, Isaac Tavares da Silva, afirma que vai recorrer da interdição. Mas ele concorda que há irregularidades Eu sei que a Vigilância Sanitária pegou algumas burrices, como o caso da funcionária que acabou deixando latas de refrigerante na sala de depósito do centro cirúrgico. Mas não posso concordar com todos os itens. Veja, nós não temos casos de infecção hospitalar aqui.
Ele disse que a decisão da vigilância pode provocar pânico nas pessoas que já passaram por cirurgias no hospital. Meu pai que tem 90 anos fez uma cirurgia lá. Você acha que se eu não confiasse na segurança eu deixaria que ele se operasse?, pergunta.
O diretor clínico afirma que decidiu fechar o hospital para não prejudicar o atendimento. Se for para trabalhar mal, prefiro fechar. Ele diz que o prédio é antigo e que precisava passar por reformas.
A interdição foi na terça-feira, mas ontem cerca de dez pacientes além dos 20 transferidos, que devem ter alta hoje, ainda estavam internados. O centro médico faz cerca de 350 internamentos por mês, sendo 98% deles pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O prazo para que o hospital apresente defesa é de 15 dias.


