Marta Medeiros
De Maringá
Especial para a Folha
A Polícia Civil de Sarandi (7 km a leste de Maringá) recebeu ontem mais uma denúncia contra o Hospital Metropolitano. Desta vez, serão indiciados dois médicos. Eles terão que explicar possível omissão de socorro e cobrança indevida de atendimento. Segundo o delegado José Aparecido Jacovós, um médico psiquiatra teria cobrado consulta de uma mulher com derrame cerebral.
A denúncia foi registrada pelo aposentado Frederico Hackl, de Mandaguaçu (16 km a noroeste de Maringá), que no último dia 8 acompanhou o internamento da sogra Neusa Gomes Melo Ribeiro. Ela foi encaminhada ao hospital depois de passar pelo Pronto-Socorro de Sarandi, com quatro aneurismas no cérebro.
Hackl contou à Folha, por telefone, que o internamento foi feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e que no dia seguinte pediu a transferência para atendimento particular porque a sogra teria ficado uma noite inteira na enfermaria sem ‘‘cuidados’’ específicos. ‘‘Ela precisava ser internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o hospital só começou a tomar providências quando decidi pelo pagamento’’, afirmou.
Segundo o aposentado, o hospital cobrou R$ 2,2 mil pelo internamento. Hackl disse ainda que pagou R$ 600,00 de honorários à médica neurologista Mariane Carrasco e outros R$ 250,00 ao médico psiquiatra Raul Pollini. ‘‘A médica só apareceu uma vez e o médico disse que cobrou os R$ 250,00 por uma ligação feita a Curitiba e por ter conseguido para a minha sogra uma vaga na Santa Casa de Maringᒒ, reclamou Hackl.
O delegado de Sarandi disse que vai investigar a denúncia através de um inquérito policial. ‘‘Será necessário a presença dos médicos para que eles possam explicar esta situação’’, afirmou Jacovós. A Folha procurou Mariane e Pollini no Centro Médico do Hospital Metropolitano e a secretária Silmara explicou que os dois só estariam no local a partir desta quarta-feira, no período da tarde. O telefone celular também não atendeu.

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