Hospital do Câncer e ONG ainda discutem acordo
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segunda-feira, 01 de março de 2004
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Apesar do prazo dado pelo Instituto do Câncer de Londrina (ICL), o acordo para volta da organização não-governamental (ONG) Viver ao hospital ainda depende de detalhes sobre direitos e obrigações dos voluntários. De acordo com o ICL, um documento definitivo deverá ser assinado no máximo até amanhã. No mês passado, o diretor-presidente do ICL, Nuno Ballalai, havia garantido que a parceria com a Viver seria retomada ontem.
A proposta de trabalho da ONG Viver foi apresentada em reunião na manhã de ontem. Segundo a presidente da entidade de voluntários, Karla Goulart Victorelli, os principais pontos são a presença de um ou dois integrantes da Viver no setor de pediatria no período da tarde e o acionamento da ONG para auxílio funerário. A exclusividade na pediatria, pretendida pela Viver, foi descartada no acordo.
Segundo Karla, na prática, os voluntários já voltaram a atuar no hospital. ''O meu ponto são as crianças. A luta é para garantir um tratamento com dignidade'', salientou a presidente da Viver. As crianças submetidas a tratamento clínico no ICL deverão passar o dia, nos intervalos das consultas, exames e preocedimentos, na sede da ONG Viver, vizinha ao hospital.
O diretor-presidente afirmou por meio da assessoria de imprensa do ICL que a minuta com as adequações propostas pela ONG Viver foi recebida no final da tarde de ontem e seria analisada antes da assinatura do acordo.
Ballalai informou também que as obras da casamata, que vai abrigar o acelerador linear atômico, deverão ser retomadas hoje. A previsão inicial, de retomada em fevereiro, não se concretizou por ''questão de liberação de recursos.'' A diretoria está providenciando a carta de crédito para compra do equipamento, que é usado para tratamento de tumores cancerígenos profundos.


