Hospital do Câncer de Pato Branco recebe recursos
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quinta-feira, 08 de agosto de 2019
Reportagem local 
Pato Branco - O Hospital do Câncer de Pato Branco (Sudoeste) receberá R$ 565 mil para aquisição de equipamentos e acessórios para o setor de radiologia. O repasse, autorizado nesta quarta-feira (8) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, vai ajudar a reestruturar o hospital para ampliar a sua capacidade de atendimento a pacientes do SUS, além de adequar o espaço para receber um acelerador linear - aparelho utilizado para tratamentos de ponta contra o câncer.
Os recursos do Estado complementam o investimento de R$ 4,2 milhões da Itaipu Binacional nesse acelerador linear. Ele foi comprado nos Estados Unidos e deve ser entregue na semana que vem. O governador destacou que esse é um dos aparelhos mais modernos de tratamentos contra o câncer no mundo e que os recursos do Estado vão respaldar um trabalho comunitário que arrecadou mais de R$ 1 milhão para reestruturar o espaço destinado ao acelerador.
O Hospital do Câncer, administrado pelo Instituto Policlínica PB, atende os 15 municípios da microrregião de Pato Branco e mais sete cidades da 3ª Regional de Saúde de Santa Catarina, com população estimada de mais de 300 mil pessoas.
A média atual é de 130 atendimentos por dia apenas no setor de radiologia. O segundo acelerador linear do hospital vai permitir dobrar esse tratamento específico para alcançar até 90 pessoas por dia. A unidade hospitalar trabalha anualmente com mil novos casos de câncer, e, somando os municípios do Sudoeste, são dois mil.
ALTA TECNOLOGIA
O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, destacou que o acelerador linear vai permitir um tratamento mais digno para a população do Sudoeste. “Esse equipamento diminui a radiação e acelera o tratamento”, explica.
Segundo informações do governo estadual, o acelerador linear é um equipamento de alta tecnologia desenvolvido para emitir a radiação ideal contra o câncer. Ele gera radiação através de correntes elétricas e a direciona para a área que se deseja tratar. Essa radiação no tecido doente promove a sua destruição.
Caso houvesse acesso universal ao aparelho pelo SUS, segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Radioterapia, 5 mil mortes anuais por câncer seriam evitadas. A entidade aponta que cobertura de equipamentos atinge menos de 60% dos pacientes com indicação de radioterapia do Brasil.


