Maria José Alves Barros é uma das beneficiadas pelo projeto: "Fui experimentando e gostei dessa"
Maria José Alves Barros é uma das beneficiadas pelo projeto: "Fui experimentando e gostei dessa" | Foto: Marcos Zanutto



As pacientes do Hospital do Câncer de Londrina levam as perucas em forma de empréstimo e devolvem quando o cabelo começa a crescer. "Essas perucas são importantes para a autoestima dessas mulheres. Faz toda a diferença para elas conseguirem colocar o pé para fora de casa e irem para mais um tratamento", comentou a coordenadora de pesquisa clínica do hospital, Elaine Cristina Baraldi Carmelo.
O hospital disponibiliza cerca de 120 perucas. A dona de casa Maria José Alves Barros, de 66 anos, é uma das beneficiadas. Ela foi diagnosticada com câncer de mama no ano passado. Passou por uma cirurgia para retirada do tumor em março desde ano e iniciou o tratamento com quimioterapia. Foi então que as preocupações de Maria José começaram. "Eu não pensava no câncer, mas estava preocupada com o meu cabelo", comentou.
Ela tinha cabelo comprido e todo cacheado. Quinze dias após a primeira sessão de quimioterapia, foi pentear o cabelo e ficou com uma grande mecha na escova. O jeito foi raspar a cabeça. Ficar careca foi um baque muito grande e, sem condições financeiras para comprar uma peruca, ela ficava cada vez mais deprimida. Maria José respondeu bem ao tratamento, mas a depressão não a deixou comemorar a vitória sobre a doença.
Ela começou a melhorar quando o HC emprestou uma peruca com cabelos castanhos e na altura do ombro. Porém, Maria José não estava confortável com o novo visual.
"Um dia fui lá no hospital, onde me mostraram outras perucas e fui experimentando, experimentando até que gostei dessa", contou, mexendo na peruca. "Ela combinou mais comigo. Agora, estou loira", brincou.
Aos poucos, a dona de casa está vencendo o câncer e a depressão. Não fica mais tão nervosa por estar careca. Ela tem mais duas sessões de quimioterapia. "O cabelo representava tudo para mim", disse. (A.M.P.)

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