Hospital deve abrir 10 leitos de UTI
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quarta-feira, 24 de setembro de 2003
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba A direção do Hospital Cidade, de Ponta Grossa, afirmou que no máximo em 30 dias os dez leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) já prontos vão estar funcionando. Por causa de alguns aspectos técnicos, os leitos não passaram pela aprovação da Vigilância Sanitária municipal. Até julho, a cidade contava com apenas 18 leitos para atender 11 municípios. Em agosto, mais seis UTIs foram instaladas, mas, mesmo assim, o mês foi fechado com saldo de 50 mortes desde janeiro por falta de vagas, sendo nove só em agosto. Já em setembro, por enquanto não houve nenhum óbito e mais seis UTIs neo-natal serão implantadas na cidade. Ponta Grossa vai terminar o ano com 40 UTIs, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.
Conforme o secretário de Saúde de Ponto Grossa, César Oda, os problemas encontrados no hospital foram a falta de rampa ou elevador para transportar os pacientes para a nova ala, falta de gerador de energia elétrica, falta de gases medicinais (a tubulação estava pronta, mas os tanques de ar não estavam no local), a equipe para atender as UTIs ainda não estava completa e a lavanderia e a cozinha não tinham capacidade para atender a nova demanda. ''Os leitos estão perfeitos. E esses problemas podem ser solucionados rapidamente. É de interesse do hospital resolvê-los'', explicou.
A direção do Hospital Cidade informou que 90% dos problemas já estão resolvidos. Segundo o diretor superintendente do hospital, Antônio Manzur, a rampa já foi encomendada e o local para instalá-la já está pronto. O diretor afirmou que o hospital já possui gerador de energia, mas não foi mostrado à equipe que fez a vistoria. Os 10 leitos de UTI custaram R$ 1,1 milhão e foram custeados em parceira com a Secretaria de Estado de Saúde, que pagou R$ 400 mil. Em um mês, a vigilância fará nova vistoria.


