Um dos maiores e mais antigos de Umuarama, o Hospital Cemil suspende a partir de hoje o atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS)). O Cemil é o primeiro dos cinco hospitais da cidade a se descredenciar do SUS alegando que o convênio paga pouco e atrasa os pagamentos. Os outros dois grandes hospitais – São Paulo e Nossa Senhora Aparecida – também ameaçam abandonar o SUS se não houver mudanças no sistema de remuneração. Os três recebem pacientes da região e do sul do Mato grosso do Sul.
A possibilidade de os três grandes hospitais de Umuarama abandonarem o SUS deixou os prefeitos da região preocupados. Presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde, o prefeito de Perobal, José Evangelista de Alburquerque (PMDB) convocou os colegas para começar uma campanha pela construção de um hospital público regional. Eles temem que o fechamento ou descrendenciamento de hospitais provoquem um colapso no sistema público de saúde.
O chefe da 12a Regional de Saúde, Arno Prante, disse ontem que o descredenciamento ou fechamento de um ou outro hospital não vai acarretar falta de vagas ou redução do atendimento mantido pelo SUS. ‘‘Cada município tem uma cota de AIHs (Autorizações para Internação Hospital) baseada no número de habitantes. Quando um hospital fecha ou deixa o SUS, estas cotas são transferidas para outro hospital conveniado’’, explicou.
Segundo Prante, a região tem hospitais suficientes para atender a demanda do SUS. Não há problemas de superlotação ou falta de leitos. ‘‘Umuarama é uma das cidades do Paraná com o maior número de hospitais proporcionalmente ao de habitantes. São cinco estabelecimentos para cerca de 90 mil moradores’’. Para o chefe da Regional, a solução seria um dos cinco hospitais assumir todo o atendimento público, racionalizando custos, e os outros procurarem outras alternativas.
Prante também afirmou que a construção de um hospital regional não é necessária. ‘‘Os hospitais públicos tem muitos problemas de gerenciamento e manutenção. Mesmo reclamando muito, os hospitais particulares dependem do SUS e oferecem atendimento melhor’’, afirmou o chefe da regional.

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