Lúcio Flávio Moura
De Londrina
As obras de remodelação do Hospital Municipal de Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina), iniciadas em setembro de 1998, serão entregues hoje, mas a cidade ainda não tem perspectivas de quando a unidade de saúde poderá atender pacientes. Falta ainda a instalação dos equipamentos, avaliados em R$ 100 mil, cuja verba já foi liberada, mas ainda não foi repassada pelo governo federal.
Se forem comprados todos os equipamentos pedidos pela prefeitura, a unidade poderá ser referência na região. Contará com modernos aparelhos em atendimento de emergência como monitor cardíaco, aparelho de eletrocardiograma, régua contendo aspirador a vácuo, oxímetro de pulso digital e autoclave horizontal. Serão instalados também uma nova mesa cirúrgica, uma mesa de parto, bomba de infusão e aparelho de cauterização.
O hospital, de 30 leitos, ficou fechado durante todo o período da reforma. Os atendimentos de emergência foram transferidos para o Centro de Saúde, que também está em reformas e funcionando parcialmente. Os casos mais graves e que exigem internamento foram encaminhados para hospitais de Londrina, Cambé, Bela Vista do Paraíso e Primeiro de Maio.
As obras foram paralisadas por falta de pagamento à empreiteira Paula Construções e Empreendimentos, de Apucarana. Apenas na semana passada a secretaria estadual de Obras saldou a última parcela da dívida. No total, a reforma custou cerca de R$ 150 mil.
Antes da reforma o hospital funcionava em condições precárias. Pintura, assoalho, forro e fiações deram um aspecto de abandono aos 730 metros quadrados do prédio. Agora, além da reforma, a construção ganhou uma nova área externa com jardim e estacionamento.
‘‘Estamos mantendo contatos diariamente com Brasília, junto a deputados federais, para que seja feito o repasse imediatamente. A partir daí ainda teremos que aguardar todo o processo de licitação para a compra dos aparelhos‘‘, conta o secretário municipal de Saúde, Antônio Roberto de Souza.
Segundo o secretário, a retomada das obras no Centro de Saúde – tocadas pelo próprio município e também paradas por falta de verbas – depende do repasse de mais R$ 140 mil. O dinheiro será usado para a cobertura e o piso de parte do prédio, ampliado para servir como pronto-socorro provisório. A ampliação custou R$ 60 mil e possibilitou a transferência de todos os funcionários do hospital para o centro.

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