Hospital de Curitiba realiza inseminação canina inédita
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terça-feira, 17 de abril de 2007
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Um hospital veterinário de Curitiba realizou, ontem, a primeira inseminação artificial, por meio de videolaparoscopia, em uma cadela da raça boxer. A técnica já vinha sendo utilizada em cães e gatos, em caráter experimental, no meio acadêmico, mas é inédita no País em instituições privadas.
O diretor do Hospital Veterinário Batel (HVB), Eros Luiz de Sousa, explicou que a inseminação artificial é comum em cadelas que têm problemas reprodutivos ou dificuldades de cruzar, como é o caso da ''paciente'' que estreiou a técnica em Curitiba. O procedimento, no entanto, era feito por meio de cirurgia convencional, que é mais invasiva e oferece riscos maiores de infecção, ou com injeção de sêmem transvaginal com uso de pipeta.
Com a videolaparoscopia, são feitas apenas duas incisões de cinco milímetros no abdômen, por onde são introduzidos a câmera de vídeo e o equipamento que irá injetar o sêmen diretamente no útero. Segundo o médico-veterinário, a imagem pode ser ampliada em até 20 vezes, o que facilita a visualização e diminuiu o risco de atingir vasos sanguíneos. Como os cortes são milimétricos, a recuperação é mais rápida e se dispensa o uso de antibióticos, que podem comprometer a fecundação.
Sousa lembrou que, além da inseminação, a videolaparoscopia pode ser usada para diagnóstico no aparelho reprodutivo como identificar cistos ou ausência de ovário. O procedimento para inseminação artificial pode custar de R$ 700,00 a R$ 1 mil, caso seja necessária a indução hormonal.
A inseminação artificial no HVB será feita em parceria com a clínica Progênie, especializada em reprodução canina e onde são realizados, em média, quatro procedimentos dessa natureza por semana. A diretora da clínica, Mônica Correia do Amaral, disse que a técnica é indicada para animais com problemas estruturais, como os de raças maiores - bulldog, pug, mastim -, em fêmeas que ficam muito bravas no cio e nos casos em que os criadores não querem que o macho reprodutor tenha contato com a fêmea para evitar doenças.


