Curitiba ganhou ontem mais 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica no Hospital Pequeno Príncipe. Mas a inauguração não resolve o problema da internação de recém-nascidos em UTIs na cidade. O número de leitos em UTI Neonatal ainda é deficitário, segundo o secretário municipal de Saúde, Luciano Ducci.
A cidade tem 50 leitos neonatais. ‘‘Seria suficiente para a demanda de Curitiba, mas os atendimentos a pacientes da região metropolitana, do interior e até de outros Estados sobrecarregam o sistema’’, disse Ducci. Ele prometeu mais leitos para minimizar o problema. Até o final de agosto, oito devem ser implantados na UTI Neonatal do Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Fátima.
Já o número de leitos pediátricos em UTIs chega a 60, somados com os inaugurados ontem. De acordo com o diretor clínico do Hospital Pequeno Príncipe, Donizete Giamberardino, os 10 leitos vão atender entre 80 e 100 crianças por mês. A nova ala da UTI será utilizada por pacientes que passaram por transplantes de rim, fígado e cirurgias do sistema nervoso. Crianças tratadas nos departamentos de oncologia e ortopedia do hospital também vão poder ocupar os leitos.
Para o prefeito Cássio Taniguchi (PFL), os novos leitos devem ajudar a reduzir a mortalidade infantil na cidade, que em 2000 foi de 14,9 por mil nascidos vivos. ‘‘Para reduzir esse índice para um dígito, estamos estabelecendo parcerias com organizações civis.’’ O investimento nos 10 leitos foi de R$ 300 mil, numa parceria entre a prefeitura e o Pequeno Príncipe.

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