O Hospital de Clínicas (HC) de Curitiba inaugurou ontem o maior centro cirúrgico do Paraná, o Hospital/Dia para pacientes com Aids e uma Ouvidoria para recolher sugestões e reclamações sobre o atendimento. Também foi lançado um programa de prevenção à Aids para funcionários. Segundo o diretor clínico do HC, Niazy Ramos Filho, as novidades fazem parte de um projeto de modernização, racionalização dos custos e implantação da qualidade total no hospital.
O diretor clínico do HC garante que o hospital superou a falta de materiais básicos para o atendimento e que hoje o estoque é maior do que as dívidas da instituição. Com o novo centro cirúrgico, o número de cirurgias realizadas anualmente pode aumentar de 11 mil para 18 mil. São 14 salas de cirurgia remodeladas no quinto andar do prédio central, com o patrocínio do Banco Bandeirantes, que investiu R$ 230 mil nas obras. É a primeira reforma do centro cirúrgico em 20 anos.
O coordenador nacional de DST-Aids, Pedro Chequer, participou da inauguração do Hospital/Dia Aids e disse que a iniciativa ‘‘chega em boa hora, já que na região Sul a doença apresenta o maior crescimento do País’’. A proposta é atender os pacientes sem a necessidade de internamento, reduzindo custos e liberando leitos. No Hospital/Dia, os pacientes vão receber atendimento de uma equipe multidisciplinar composta por médicos, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas e enfermeiros. Segundo Niazy Ramos Filho, os custos caem de R$ 600 para R$ 160 por mês.
A Ouvidoria do HC terá uma assistente social e duas secretárias para receber sugestões e críticas do público. ‘‘Queremos tornar mais ágil a solução das questões levantadas pelos pacientes, buscando mais qualidade no atendimento’’, explica o diretor clínico do hospital. O HC tem 3,5 mil funcionários e realiza 50 mil procedimentos por mês, desde consultas até cirurgias. Isto representa 25% dos internamentos na região metropolitana de Curitiba e 10% de todo o Estado do Paraná.

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