Hospital de Clínicas ainda tem déficit mensal de até R$ 1 mi
O Hospital de Clínicas tem um déficit mensal que varia entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão por mês. O dinheiro do SUS corresponde a 85% do faturamento do hospital, o que não é suficiente. Além disso, o pagamento pelo sistema demora dois meses.
No ano passado, o HC correu o risco de fechar as portas por causa das dificuldades. Um convênio entre o hospital, o município de Curitiba, o Estado e o Ministério da Educação impediu que o atendimento fosse encerrado. Foram injetados R$ 5,7 milhões em um ano, a partir de abril de 1997.
Para que a situação não se repita, o HC está conversando com os governos municipal e estadual. O diretor-geral do hospital, Mitsuro Miyaki, acha que o município e o Estado também deveriam investir no serviço prestado pelo HC. Afinal, recebemos pessoas do Estado inteiro.
O secretário do Estado da Saúde, Armando Raggio, disse que recebeu a visita de Miyaki e acha muito importante que o governo estadual esteja junto com o hospital, inclusive para negociar mais verbas com o governo federal. Mas Raggio disse que ainda não existe nenhum planejamento neste sentido.
Para o secretário municipal da Saúde, João Carlos Baracho, o objetivo não é apenas estabelecer um convênio como o do ano passado. Queremos avaliar a programação do hospital. Ver que tipos de serviços são oferecidos, se eles estão adequados, e quais ainda faltam, para depois negociar.
O HC faz 54 mil atendimentos e 1.800 internações por mês. A área mais crítica para internamento é a de recém-nascidos de alto risco. Em relação às consultas, as maiores filas estão nas especialidades médicas, como neurologia. O paciente espera de dois a três meses por uma consulta.
O dinheiro do SUS também não é suficiente para cobrir os gastos do Pequeno Príncipe. O pagamento dos médicos fica por conta do hospital. Se não fizermos isso, não conseguiremos profissionais para atender pelo preço do SUS.
O Pequeno Príncipe interna 900 pacientes por mês pelo SUS, mas a demanda é de 1.500. Faz também até 4 mil consultas no pronto-atendimento - mas só recebe o correspondente a 3 mil - e 5 mil dentro das especialidades pediátricas, pelo SUS.





