Curitiba - A partir da próxima terça-feira, o Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) fará parte de uma rede de transmissão de conhecimento que já inclui outras 14 instituições de saúde brasileiras. A inauguração de um núcleo da Rede Universitária de Telemedicina (Rute) em Curitiba permitirá a troca de experiências colaborando para a melhor qualificação dos profissionais e diagnóstico de doenças.
A Rute é uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia, coordenada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), organização responsável pela operação da internet acadêmica brasileira. Em uma primeira etapa, a implantação do núcleo no HC permitirá que alunos e profissionais da instituição tenham acesso a programas educacionais, conferências e palestras geradas por aqui ou pelos outros membros da rede, no Brasil ou até no exterior.
Segundo o vice-reitor da UFPR, o médico Rogério Mulinari, os benefícios provenientes da primeira fase serão de qualificação dos profissionais, que terão acesso a novos procedimentos e técnicas. ''O paciente perceberá esse ganho indiretamente. O conhecimento produzido aqui ou nos outros locais integrados à rede será compartilhado em tempo real. Através da teleconferência, o profissional participará ativamente dessa troca de experiência'', explica.
Como exemplo, Mulinari conta que no dia de inauguração do núcleo será transmitida uma conferência com membros da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre procedimentos de controle de epidemias. ''Nesse caso, a aplicação do conhecimento é imediata e o ganho do paciente é direto'', avalia.
Além de integrar a Rute, a UFPR faz parte da Rede Metropolitana de Curitiba, parte da iniciativa Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa (Redecomep), também coordenada pela RNP. Na Redecomep, a instituição estará interligada com os principais centros de ensino e pesquisa da Capital. Atualmente em fase de testes, a Rede Metropolitana de Curitiba também estará conectada às demais instituições que fazem parte de uma rede acadêmica nacional, a rede Ipê.
A programação das transmissões é comunicada previamente para os integrantes da Rute. Todo o conteúdo, que também poderá ser armazenado para consultas futuras, será de livre acesso para a comunidade acadêmica da UFPR.
Segundo Mulinari, em uma segunda etapa de implantação do núcleo, a rede irá abranger unidades de saúde de todo o Paraná. ''Para gerar o conteúdo, é preciso uma grande estrutura de equipamentos. Mas, para receber, bastará ter acesso à internet''.
Conforme explica o médico, será possível colaborar com essas unidades de saúde com uma espécie de segunda consulta ou opinião especilizada remota. ''O paciente chega na unidade e mostra para o médico generalista uma lesão de pele da qual ele não tem conhecimento. Em tempo real, ele compartilha as imagens da lesão e recebe a opinião de um especialista aqui do HC. O benefício é imediato'', conta Mulinari.

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