O Hospital Doutor Anísio Figueiredo, o Hospital da Zona Norte de Londrina, começou nesta quarta-feira (28) a restringir o atendimento no Pronto-Socorro. A prioridade na unidade será receber pacientes encaminhados pelo Samu ou Siate, deixando de atender as pessoas que não forem referenciadas, ou seja, que passaram por unidades básicas de saúde (UBS) ou unidades de pronto atendimento (UPA). O motivo é uma reforma emergencial no PS para adaptar a estrutura às exigências da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros. Não haverá aumento do número de leitos.



"Todos os pacientes passarão por um sistema de triagem, realizado por enfermeiro ou médico", apontou o diretor do hospital, Luiz Koury. Ele explicou que a reforma terá custo de R$ 50 mil e será realizada em uma parte do PS que possui 10 leitos e apenas um banheiro. O espaço será dividido em duas partes e receberá mais um banheiro, o que exigirá a modificação das paredes e divisórias. A obra, está prevista para durar um mês. No entanto, o diretor afirmou que esse cronograma pode sofrer atrasos, já que podem surgir imprevistos.

O hospital possui 130 leitos, dos quais 30 no Pronto-socorro. O PS está superlotado, com 47 pacientes, o que obriga que muitos deles fiquem acomodados em macas nos corredores.

Segundo Koury, 92% dos pacientes atendidos pela unidade não passaram por UBS ou UPA. "Dos mais de seis mil pacientes mensais, apenas 470 são referenciados", apontou, ressaltando que o HZN é um hospital de atendimento secundário e não foi projetado para realizar o atendimento primário.

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