Hospital da RMC é
o maior consumidor
Kraw PenasAs pessoas só se conscientizam da importância da doação quando precisam para alguém da família, como é o caso de Rosimeri Aparecida da Silva, de 30 anos. Já o estudante brasiliense Cleiton e Silva Moreira aproveita as férias em Curitiba para também doar sangue com a namoradaO Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, é a instituição que mais precisa de sangue na Região Metropolitana de Curitiba. O Hemepar é o responsável pelo abastecimento do hospital. Localizado numa área estratégica da RMC, o Angelina Caron atende as vítimas dos acidentes registrados na BR-116, que liga o Paraná a São Paulo. ‘‘Há muitas cirurgias de emergência’’, conta a hematologista e hemoterapeuta do hospital, Cristiane Lange Sabóia.
Os acidentes de trânsito não são o único fator que torna o hospital bastante dependente dos estoques de sangue na capital. Cristiane assinala que o hospital realiza diariamente cirurgias cardíacas e atende a doentes renais, que necessitam de transfusões. Só em dezembro, mês considerado de baixa atividade, foram atendidas 495 pessoas que consumiram cerca de 4.700 bolsas de sangue.
Para não ficar sem sangue, o hospital tem um acordo com o Hemepar. Uma assistente social do Angelina Caron tem a missão de palestrar em escolas e empresas para tentar despertar a consciência das pessoas a ajudar a instituição. ‘‘O Hemepar nos cobra que o sangue seja reposto. Mas muitos pacientes sofrem acidente na estrada e estão sozinhos, mas com esse trabalho do setor da Assistência Social do hospital, nós conseguimos cobrir o nosso uso’’, acrescenta Cristiane. Devido ao alto consumo, a hematologista revela que cirurgias já foram suspensas pela falta de sangue.
Para acabar com o problema, a direção do hospital Angelina Caron tem planos de criar o seu próprio banco de sangue. Uma ala está sendo preparada para abrigá-lo.
O estudante universitário Cleiton e Silva Moreira, 24 anos, que passa as férias em Curitiba, foi incentivado pela namorada a doar sangue. Moreira, que é de Brasília, acredita que doar sangue ‘‘faz bem para nós mesmos’’. Doador há dois anos, o estudante avalia que a maior parte das pessoas não doa por falta de informação. Ele defende que as campanhas sejam mais frequentes na mídia para chamar a atenção sobre a importância da doação de sangue. (D.V.)