Hospital da PM reabre hoje
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quarta-feira, 30 de abril de 2003
Maigue Gueths<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O Hospital da Polícia Militar do Paraná (HMP) volta a funcionar parcialmente hoje, depois de permanecer um ano praticamente desativado. Até setembro, funcionarão apenas o setor ambulatorial e laboratorial, para marcação de consultas e exames dos quase 40 mil policiais, dependentes e pensionistas da Polícia Militarde Curitiba e Região Metropolitana. As internações continuarão a cargo do Hospital Evangélico neste período.
Apesar da retomada de parte dos serviços, o governo pretende fazer uma ''inauguração'' oficial do hospital daqui a cinco meses. Neste período, o prédio sofrerá uma série de reformas necessárias para as internações e retormada dos procedimentos cirúrgicos.
No final do ano passado, o hospital estava trabalhando com menos de 10% de sua capacidade, de acordo com o secretário de Administração e da Previdência do Estado, Reinhold Stephanes. Diante desta situação, o governador Roberto Requião (PMDB) determinou a realização de uma auditoria no órgão. Segundo o secretário, um dos problemas identificados foi a falta de controle do pessoal.
Com a retomada do serviço ambulatorial, a partir deste mês os R$ 200 mil, que eram repassados mensalmente pelo governo ao Hospital Evangélico para pagar consultas e exames, serão transferidos ao HPM. ''A idéia é transformar o hospital em excelência em cirurgias de alta complexidade'', afirmou Stephanes, ressaltando que o hospital tem equipamentos de alta tecnologia e uma das melhores Unidades de Terapia Intensiva (UTI) do Paraná para atender procedimentos como neurocirurgias e cirurgias cardíacas. Ao mesmo tempo, intervenções menos complexas como parto, segundo ele, serão feitas em outras unidades.
Como centro de alta complexidade, o hospital integrará o Instituto Paranaense de Saúde (IPE-Saúde), que o governo estadual pretende criar para substituir o atual Sistema de Assistência à Saúde (SAS) do funcionalismo. Assim, os servidores de outras categorias também serão atendidos pelo hospital.
De acordo com o secretário, o hospital nunca operou com mais de 54% da capacidade instalada. O objetivo é chegar a pelo menos 85% da capacidade total, de 120 leitos.


