Hospital da PM aumenta atendimento ambulatorial
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segunda-feira, 05 de maio de 2003
Luciana Pombo<bR>Equipe da Folha 
Curitiba O Hospital da Polícia Militar iniciou ontem a reestruturação dos atendimentos ambulatorias realizados na unidade. O sistema de agendamento de consultas está mais ágil. Especialidades como ginecologia, obstetrícia e pediatria podem ter agendamento de um dia para o outro. Nas demais especialidades, a demora é de até três dias. O governo do Estado decidiu repassar mensalmente R$ 210 mil para o hospital, que, na semana que passou, voltou a funcionar parcialmente. A clientela é composta por cerca de 40 mil pessoas, entre policiais militares, aposentados e dependentes.
Até outubro, os internamentos ainda estarão sendo de responsabilidade do Hospital Universitário Evangélico. Depois, o Estado repassará R$ 800 mil para o Hospital da PM (R$ 18,50 por policial e/ou dependente), o que facilitará o auto-gerenciamento. Segundo o diretor do Departamento de Assistência à Saúde da Secretaria de Estado da Administração e Previdência Social, César Luiz Abicalaffe, os recursos só poderão ser usados para insumos e reestruturação da unidade hospitalar. Atualmente, o Hospital Universitário Evangélico atende cerca de 120 mil funcionários públicos.
Desde maio do ano passado, o Hospital da PM não faz internamentos porque o governo anterior deixou de fazer o repasse mensal de R$ 370 mil. O hospital sobrevivia com R$ 150 mil por mês, recursos retirados do Fundo de Saúde da PM (composto por 2% do soldo de cada policial militar). Apenas 10% da capacidade do hospital estavam em atividade (dois leitos da Unidade de Terapia Intensiva e 14 de internamentos). No ambulatório, eram atendidos cinco mil pacientes. ''A demanda era mais do que o dobro dos atendimentos que podíamos fazer. O Hospital da Polícia Militar estava deficitário'', afirmou o tenente-coronel e diretor do hospital, Marco Polo.


