Hospital chega a ter 300 voluntários
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terça-feira, 05 de dezembro de 2000
Luciana Pombo De Curitiba 
No Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) cerca de 300 pessoas prestam serviços voluntários. São profissionais de diversas áreas que dedicam no mínimo quatro horas por dia nos diversos setores da instituição. A dona de casa Emma Camargo, 63 anos, iniciou o trabalho voluntário no Hospital de Clínicas há dois anos. Ela mora em Alexandra (litoral paranaense) e a cada 15 dias dedica um dia inteiro para o auxílio dos doentes. Eu sempre gostei de ajudar aos outros. Eu alfabetizei crianças e dei aula na Igreja Católica, contou ela, ao explicar como começou a trabalhar no hospital.
Ela disse que sempre transportava pacientes para o Hospital de Clínicas. Um dia uma assistente social me perguntou por que eu não prestava serviço voluntário no hospital. Gostei da idéia, explicou empolgada. Ela disse que o trabalho tem sido confortante. A gente chega aqui com muitos problemas e eles desaparecem. É maravilhoso. E é um jeito que eu tenho de contribuir, afirmou.
A professora aposentada Astézia Almeida Galvão, 63 anos, trabalha dez horas seguidas as segundas-feiras no voluntariado. Já são quatro anos de dedicação aos pacientes, enfermeiras e médicos da instituição. Eu resolvi vir para cá depois que meu pai ficou dez dias internado aqui com câncer da próstata. Eu dava comida na boca do pai e ajudava no dia a dia das enfermeiras. Acabei ficando impressionada com o trabalho delas e resolvi ajudar, salientou. Astézia disse que não faria este trabalho por dinheiro algum. É gratificante. Você vê o resultado do trabalho no olhar dos pacientes, no carinho das enfermeiras, afirmou.
A chefe do setor de voluntariado do hospital, Josiane Ribas Baracho, disse que os voluntários trabalham em diversas áreas, desde o encaminhamento dos pacientes para exames, até alimentação, leitura de livros e acompanhamento em exames mais delicados. O voluntariado é fundamental para o sucesso do nosso trabalho. Os voluntários é que dão o carinho, o amor e o sorriso que o paciente precisa para uma recuperação mais rápida, declarou ela.


