Embora os oitos novos leitos inaugurados ontem tenham aliviado o quadro da falta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal na cidade, a folga pode não durar muito. O Hospital Evangélico anunciou que, se até 1 de outubro, não tiver sinal verde dos governos municipal e estadual para reequipar a sua UTI Neonatal, interromperá atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), atualmente sete leitos. Na última segunda-feira, representates do hospital se reuniram com o secretário municipal de Saúde, Sílvio Fernandes, o diretor de Sistemas de Saúde da Secretaria do Estado, Gilberto Martin, e a chefe da 17 Regional de Saúde, Vania Gutierrez, para alertá-los sobre a possibilidade.
Segundo a diretora do Hospital Evangélico, Mariza Ferracin, é preciso reformar a UTI e nenhum hospital sozinho conseguiria fazê-lo. ''Não estou dizendo que queremos mudar toda a UTI, mas a troca de alguns equipamentos simplificaria os procedimentos''.
A expectativa do secretário Silvio Fernandes é que, até terça-feira, já se tenha uma solução para o problema, evitando o fechamento da UTI. O secretário afirma que o município credenciou o Evangélico como de referência hospitalar no atendimento à gestante de alto risco, com recursos do Fundo Municipal de Saúde. ''O valor que o hospital receberá vai depender do tipo de procedimento realizado'', explica.
Gilberto Martin diz que a solicitação do Hospital Evangélico foge da linha de repasse da Secretaria de Estado de Saúde, que é voltada a ampliação dos leitos hospitalares e não reequipação. Ele lembra que no final do ano passado, o Ministério da Saúde fez uma reclassificação de leitos e, em julho, saiu uma portaria liberando o repasse de recursos financeiros. Por conta disso, o hospital teria algo em torno de R$ 100 mil em atraso para receber e que poderiam ser utilizados na compra de equipamentos.

mockup