Segundo a assessora de imprensa da Santa Casa, Edmara Michetti, a paciente Andressa de Paula Caprara foi diagnosticada com uma cistite (infecção nas vias urinárias) e, após medicada, foi liberada pois seu quadro não apresentava gravidade. ‘‘Pelo que eu pude levantar, os acompanhantes da Andressa causaram transtornos no PS desde o momento em que chegaram, inclusive destratando o porteiro de plantão. Eles chegaram alarmando e tumultuando o ambiente por coisas mínimas’’, afirmou a assessora.
A assessora explicou que, como havia suspeita de uma infecção urinária, foram pedidos os exames de sangue e urina, que comprovaram a cistite. ‘‘Enquanto a equipe aguardava os resultados, foram ministradas duas injeções para a dor e um antinflamatório, utilizado também para tirar a dor. Após as injeções, deixaram a paciente descansando até os exames ficarem prontos’’, explicou. Com base nos resultados dos exames, disse a assessora, o médico liberou a paciente, receitando dois remédios para o quadro que Andressa apresentava.
Quanto à reclamação de descaso e mau atendimento do médico, Edmara disse que, por ser dia de plantão, com a sobrecarga que isto traz, talvez o médico não tenha tido tempo para explicar com detalhes o caso de Andressa. ‘‘É lógico que isto não justifica, mas os plantões são corridos e, às vezes, o número de pessoas a serem atendidas é tão grande que os médicos não têm tempo de sentar com cada um e conversar além do essencial’’, afirmou.
O que causou surpresa à administração do hospital, segundo a assessora, foi que os reclamantes nem procuraram a direção para registrar as queixas. ‘‘Nós temos um serviço de ouvidoria para receber todas as reclamações, em casos deste tipo. Isto, inclusive, nos ajuda a melhorar o serviço. Mas não entendemos porque eles não o fizeram, preferindo ir direito à Imprensa com assunto de menor gravidade antes de encaminhar suas reclamações a quem poderia resolvê-las’’, observou. (T.E.)

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