APUCARANA - Depois de oficializar que a partir hoje deixaria de prestar atendimento ambulatorial pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a direção do Hospital da Providência, em Apucarana, decidiu adiar o seu descredenciamento para fevereiro. Com a decisão, cerca de duas mil pessoas deixarão de ser atendidas mensalmente pelo Providência, que é o maior da região e também o mais aparelhado.
A questão teve ampla repercussão em Apucarana e região e a Promotoria de Defesa do Consumidor, através de procedimento administrativo, solicitou à Secretaria de Estado da Saúde a realização de uma auditoria no hospital. Conforme argumenta o promotor Luiz Fernando Ferreira Delázari, esta é uma questão de ordem pública, que diz respeito ao direito do cidadão, e o Ministério Público irá agir com rigor na defesa do atendimento de saúde.
Para Delázari, a reação da promotoria já alcançou êxito com a nova posição da direção do hospital, adiando para fevereiro a suspensão do atendimento ambulatorial. ‘‘A partir de agora, estamos assumindo o papel de intermediar a discussão do problema com o Conselho Municipal de Saúde, prefeitura e direção do hospital’’, afirmou ontem o promotor, acrescentando que o objetivo é a manutenção integral do atendimento ambulatorial.
Dívidas A partir de entendimentos mantidos anteontem com a diretora geral do Hospital da Providência, irmã Izília Folador, a promotoria tomou conhecimento das dívidas que a instituição tem a receber do SUS, do DPVAT (Danos Provocados por Veículos Automotores em Vias Terrestres- Seguro Obrigatório), e prefeitura.
O Ministério Público foi informado de que os recursos do SUS sempre são repassados com 60 dias de atraso, e que o dinheiro do DPVAT normalmente é recebido também com uma média de 60 dias de atraso. ‘‘Atualmente o Providência tem cerca de R$ 200 mil a receber do SUS e mais R$ 300 mil do DPVAT, além de R$ 108 mil do Município’’, revelou Delázari, anunciando sua disposição de intervir de todas formas possíveis para garantir o atendimento de saúde à população.

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