Hospital abandonado incomoda vizinhança
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quinta-feira, 05 de fevereiro de 2015
Paulo Monteiro e Walkiria Viera<br>Equipe NossoDia 
Londrina - Referência no atendimento às gestantes, o prédio do antigo Hospital da Mulher, conhecido também como Conselho Londrinense de Assistência à Mulher (Clam), era um prédio abandonado até o início da semana, que só provocava medo à vizinhança. Do antigo centro médico, localizado na esquina das ruas Cambará e Mato Grosso, em pleno centro de Londrina, sobraram apenas equipamentos, objetos, frascos, roupas velhas, macas e móveis destruídos.
Com o tempo e as frequentes invasões do imóvel, tudo foi sendo espalhado, revirado e quebrado, deixando corredores e salas com um ar assombroso. Para complicar, a caixa dágua do prédio estava destampada. Recipientes espalhados pelo espaço também acumulavam água. Tudo junto tinha virado um prato cheio para o mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue. Fios desencapados, encanamentos quebrados e vidros estilhaçados completavam o cenário de abandono.
A reportagem conversou com vizinhos há alguns dias e ouviu muita reclamação. Segundo os entrevistados, o local vinha sendo usado por usuários de drogas e moradores de ruas. "Acredito que virou ponto de drogas, palco de muita confusão e roubos", disse Darvin Rodrigues. "O espaço também serve para se esconder objetos roubados", reforçou Maurina Zambrin, ministra da Paróquia Sagrados Corações, que fica em frente ao Clam. De acordo com ela, motoristas são extorquidos por viciados. "Muitos usuários de drogas que usam o espaço costumam forçar os motoristas que param aqui a dar dinheiro a eles. Se isso não acontece, o veículo é danificado e furtado", denunciou Maurina. "O mato alto e os mosquitos que saem do prédio também incomodam bastante", completou.
Casas e pontos comerciais também são arrombados frequentemente pelas pessoas que utilizam o velho hospital. "Vários moradores já foram furtados aqui. O meu estacionamento mesmo foi invadido. Por causa do arrombamento, tive prejuízo e gastei para fazer os reparos", reclamou um homem que não quis ter o nome divulgado. A situação começou a mudar na terça-feira, com o início da demolição do imóvel.


