Funcionários dos hospitais Universitário (HU) e de Clínicas (HC) em Londrina voltam ao trabalho hoje, depois de dois dias de paralisação. Já os funcionários e professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que também participaram da paralisação por reajuste salarial, retomam hoje suas atividades. As duas categorias esperam negociação por parte do governo para definir se deflagram greve por tempo indeterminado. Segundo Itamar André Rodrigues do Nascimento, presidente licenciado do Sindicato dos Servidores Públicos Técnico-administrativos da UEL (Assuel), a paralisação de dois dias serviu como alerta. ‘‘Na UEL a adesão de funcionários foi de 90%’’, disse.
Ontem, durante o segundo dia de paralisação dos funcionários dos hospitais Universitário (HU) e de Clínicas (HC), o atendimento de urgência e emergência foi considerado normal pela presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Ana Maria Cruz. ‘‘Poucas pessoas procuraram o pronto-socorro do HU’’, disse. À tarde, funcionários do HU estiveram na Câmara de Vereadores e apresentaram suas reinvidicações, entre elas o reajuste salarial de 41,14%. No Hospital da Zona Norte, os funcionários que anteontem também aderiram à paralisação já ontem retornaram às atividades.
Segundo o Sindicato da Sa© úde, em setores essenciais do HU, como cozinha, farmácia, limpeza, laboratório de emergência, quimioterapia e pronto-socorro, foram montados revezamentos com os funcionários. No Hospital de Clínicas, que tem atendimento ambulatorial, os pacientes foram orientados a remarcar suas consultas.
Na Santa Casa de Londrina, o atendimento de urgência e emergência não aumentou devido a paralisação do HU. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, houve apenas um ligeiro aumento nos encaminhamentos de pacientes pelo Siate e pelos postos de saúde.
Hoje, professores e funcionários da UEL realizam uma assembléia, a partir das 14 horas, no ginásio externo do Centro de Educação Física, para avaliar as propostas apresentadas pelo governo do Estado em reunião realizada ontem em Curitiba. Além da UEL, também pararam a Universidade Estadual de Maringá e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (leia nesta página).
Os professores estaduais, também em greve, estavam ontem na expectativa de uma reunião, às 17 horas, com a secretária Estadual de Educação, Alcyone Saliba, em Curitiba, para definir os rumos do movimento. As negociações não evoluiram, conforme texto ao lado. Em Londrina, a categoria se concentrou, durante todo o dia de ontem, na sede da APP-Sindicato. Hoje uma rua de recreio, à partir das 8h30, na Rua Cristiano Machado (entre o Núcleo Regional de Educação e o Colégio Marista), promovida pela APP-Sindicato, deverá reunir pais, alunos e professores estaduais. Durante todo o dia serão desenvovidos brincadeiras, atividades artísticas e jogos com os participantes.

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