de Curitiba
Os representantes dos hospitais públicos de todo o Brasil saíram ontem à tarde do gabinete do ministro da Saúde, Carlos Albuquerque sem a data nem o índice de reajuste para a tabela do SUS.
Mesmo tendo sido uma discussão proveitosa e de o ministro reconhecer a urgência dos reajustes, ainda há necessidade de consultar a área econômica. De acordo com o presidente da Federação dos Hospitais do Paraná, José Francisco Schiavon, ficou acertado uma reunião com as confederações de hospitais de todos os estados, a cada 45 dias para que o ministro possa acompanhar melhor as dificuldades.
‘‘O ministro já entregou para o presidente Fernando Henrique Cardoso a proposta da nova tabela, mas ela ainda não foi apreciada pelos ministros da área econômica. Os índices só serão divulgados depois deste estudo. Pelo menos sentimos a disposição em resolver o problema. No entanto, o ministro está bastante preocupado com as denúncias de que alguns municípios não estariam aplicando adequadamente o dinheiro repassado para a gestão semi-plena da Saúde’’, contou Schiavon.
Outro ponto importante discutido na audiência com o ministro, segundo Schiavon, foi a revogação da Portaria 283, que impossibilita a complementação dos serviços do SUS. ‘‘O paciente faz tudo pelo SUS ou tudo particular ou por convênio. Não dá para mesclar e isso dificulta ainda mais para os hospitais. Se um paciente precisar ser operado pelo SUS e preferir um apartamento individual, não pode’’, explicou.
Ainda segundo Schiavon, o ministro prometeu pedir providências junto aos órgãos controladores de preços para que revejam os índices de aumento autorizados para medicamentos e que, se for necessário, determinem a volta aos preços praticados antes do aumento.

mockup