Mauricio Della Barba
De Londrina
Diferente do que se esperava, a virada do ano foi tranquila nos prontos-socorros de Londrina. Em quase todos os hospitais da cidade, o número de atendimentos foi menor do que a média registrada durante os dias normais do ano.
‘‘Foi um final de ano sem grandes problemas’’, avaliou o diretor-superintendente do Hospital Universitário (HU), Cláudio Camacho. Durante os dias 30 de dezembro até o dia 2 de janeiro, o HU registrou uma média diária de 165 atendimentos. Normalmente, são atendidos, em média, 200 pacientes por dia no PS.
Na Santa Casa, o serviço no PS foi relativamente calmo. Na virada do ano, foram registrados apenas 25 atendimentos, sendo dois de acidentes de trânsito, seis queimaduras com fogos, três bebedeiras, seis agressões e oito acidentes leves. ‘‘Durante os quatro dias, tivemos muitos atendimentos, mas todos sem muita gravidade’’, disse o superintendente do hospital, Fahd Haddad. No dia 1º houve 266 atendimentos. A média de atendimentos diários na Santa Casa gira em torno de 180 a 200 pessoas.
No Hospital da Zona Sul também não houve registro de problemas. A média diária, nos quatro dias de festas de final de ano, ficou em 65 atendimentos. ‘‘Nesta época a demanda cai bastante’’, disse a enfermeira chefe do hospital, Nazilda Ventura Salviano.
A explicação para o baixo número é a ausência de cirurgias e internações. ‘‘É difícil alguém agendar cirurgias e tratamentos complexos neste período. As pessoas só vêm ao hospital em caso de extrema necessidade’’, explicou Camacho, do HU.
O Hospital da Zona Norte foi o único na cidade que registrou sobrecarga nos atendimento de urgência. No dia 31 foram atendidos 167 pessoas, contra 202 pessoas no dia 1º e 189 no dia 2. ‘‘Em dezembro de 1998 tivemos 6.317 atendimentos. Neste ano, em dezembro, chegamos aos 6.462 atendimentos’’, disse Homero Bovolin, diretor-administrativo do hospital.
Apesar do baixo número registrado na virada do ano, a expectativa dos diretores dos hospitais de Londrina para os próximos meses é que o quadro fique pior. ‘‘Agora que tudo começa a voltar ao normal, acredito que vai haver novos problemas de superlotação’’, disse Haddad, da Santa Casa.
O fechamento do PS do Hospital Evangélico, que hoje completa 10 dias, é apontado como a principal causa do aumento nas enfermarias. ‘‘Com um hospital a menos, a expectativa é de piorar as coisas’’, avaliou Bovolin, da Zona Norte . ‘‘O número de pessoas na cidade vai aumentar nesses dias com a realização do Pré-Olímpico e do vestibular. Quanto mais gente, maior o risco de acidentes’’, acrescentou Camacho.
O secretário Municipal da Saúde, Agajan Der Bedrossian, não acredita em uma superlotação em todos os hospitais. ‘‘Estamos terminando um levantamento que avaliou as consequências do fechamento do PS do Evangélico. Pelo que parece, apenas um hospital, o da Zona Norte, registrou um aumento nos atendimentos de urgência’’, disse o secretário.
Nas primeiras horas de ontem, o Hospital da Zona Sul apontava um número elevado de atendimentos. Das 8 horas até às 16 horas, foram atendidas no estabelecimento 180 pessoas.

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